Trump discursa em Washington antes de eleições de meio de mandato

Destaques
- •Presidente Donald Trump realizou seu último pronunciamento presencial antes das eleições de meio de mandato, focando na reforma do Lincoln Memorial e em acusações contra democratas.
- •A reforma do espelho d'água do Lincoln Memorial custou mais de US$ 14 milhões, valor significativamente superior à estimativa inicial, e enfrentou problemas técnicos.
- •O discurso abordou o posicionamento dos candidatos democratas como uma ameaça e defendeu a economia sob sua administração, com foco nas eleições de meio de mandato.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou em Washington seu último pronunciamento presencial antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 03/11. O evento, realizado no Lincoln Memorial, foi marcado pela promoção da reforma do espelho d’água do monumento e por acusações sem comprovação contra adversários democratas.
O local escolhido para o discurso chamou atenção, pois a reforma do espelho d’água do Lincoln Memorial custou mais de US$ 14 milhões (cerca de R$ 76,1 milhões), valor significativamente superior à estimativa inicial de menos de US$ 2 milhões. Trump destacou a beleza da obra, afirmando que ela agora funcionará corretamente, apesar de o Departamento de Justiça ter apontado falhas na execução do serviço. Essa questão gerou constrangimento aos republicanos, em um momento em que o governo enfrentava 66% de desaprovação, segundo pesquisa Reuters/Ipso.
Reforma do Lincoln Memorial e polêmicas
Nos primeiros 20 minutos de seu pronunciamento, Trump focou na reforma do monumento. A obra, no entanto, enfrentou atrasos e problemas técnicos, como o descascamento do revestimento azul e a proliferação de algas na água pouco após a reabertura. Trump atribuiu esses problemas a atos de vandalismo, sem apresentar provas. Em declarações anteriores, ele já havia afirmado que a obra resolveria problemas históricos de vazamento, mas voltou a culpar o vandalismo pelos danos.
A escolha de Washington para o discurso também foi notada, uma vez que Trump havia realizado mais de 25 comícios em mais de 20 estados nas semanas anteriores, em apoio a candidatos republicanos. Sua agenda para a segunda-feira incluía, além do pronunciamento, nove participações em comícios telefônicos.
Acusações contra democratas e economia
Após a promoção da reforma, Trump passou a abordar diretamente a disputa eleitoral, apresentando os candidatos democratas como uma ameaça ao país. "Estes são os candidatos mais perigosos já apresentados", afirmou. Ele associou o candidato democrata ao Senado por Michigan, Abdul El-Sayed, a grupos islâmicos, alegando a presença de "jihadistas e membros da Irmandade Muçulmana" entre os adversários, sem apresentar provas.
O presidente também atribuiu aos democratas uma agenda que, segundo ele, inclui abertura das fronteiras, aumento de impostos, restrições ao porte de armas, mudanças nas políticas de gênero nas escolas e medidas contra a produção de petróleo e gás. Trump declarou que os adversários pretendem elevar os custos de energia e permitir a entrada de milhões de imigrantes que poderiam votar. Veículos de imprensa internacionais classificaram algumas dessas afirmações como falsas ou sem fundamento.
A economia foi outro ponto abordado na defesa do governo. Trump buscou associar sua administração à redução da inflação e dos preços da energia. No entanto, a Associated Press observou que o presidente dedicou pouco espaço às preocupações dos eleitores com o custo de vida, tema central na campanha democrata. A cobertura da Associated Press observou que o presidente dedicou pouco espaço às preocupações dos eleitores com o custo de vida, tema central na campanha democrata, que busca mobilizar o descontentamento com os preços elevados e os efeitos econômicos da guerra contra o Irã.
Matérias originais
- Trump encerra campanha eleitoral com acusações sem provas contra democratas · operamundi.uol.com.br
- Trump critica democratas e diz que eleição é a mais importante da vida · cnnbrasil.com.br



