Trump admite que guerra com Irã prejudicou republicanos nas eleições de meio de mandato

Destaques
- •Presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu que o conflito com o Irã impactou negativamente o desempenho do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato.
- •Trump citou o aumento do preço da gasolina como um dos fatores de rejeição pública à guerra, embora tenha defendido a ação como necessária para impedir o Irã de obter armas nucleares.
- •O Partido Republicano perdeu o controle de ambas as casas do Congresso e governos estaduais importantes, em um resultado que Trump atribui, em parte, à política externa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu em entrevista à Fox News, nesta quarta-feira (04/11), que a guerra contra o Irã contribuiu significativamente para a derrota eleitoral de seu Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, conhecidas como "midterms". A declaração ecoa um comentário anterior do vice-presidente JD Vance, que também apontou o conflito com a República Islâmica como um fator prejudicial para os candidatos republicanos.
"Acho que isso é em grande parte verdade (que a guerra prejudicou o Partido Republicano), porque elevou um pouco o preço da gasolina no curto prazo", afirmou Trump. Apesar de reconhecer o impacto negativo, o mandatário defendeu a necessidade dos ataques contra Teerã, argumentando que a ação era inevitável a longo prazo para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. "Eu teria que fazer isso em algum momento, a longo prazo, é a única solução e temos que fazer isso, pois não podemos deixar o Irã ter uma arma nuclear", declarou.
Derrota republicana nas "midterms"
As eleições de meio de mandato representaram o primeiro grande teste eleitoral para Trump desde o início do conflito com o Irã. O resultado foi uma derrota expressiva para o Partido Republicano, que perdeu o controle tanto do Senado quanto da Câmara de Representantes, as duas casas legislativas do Congresso. Além disso, o Partido Democrata obteve vitórias em disputas pelos governos estaduais em locais tradicionalmente considerados redutos republicanos, como o Texas e o Novo México.
Posicionamento sobre o Secretário de Guerra
Trump também negou rumores sobre uma possível demissão do atual secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, um dos principais defensores da intervenção contra o Irã no governo. O presidente elogiou o trabalho de Hegseth, descrevendo-o como "um bom secretário e está fazendo um trabalho excelente".
Antecedentes do conflito
O conflito entre Estados Unidos e Irã teve início em 28 de fevereiro deste ano, com um ataque conjunto que resultou em centenas de mortes, incluindo a do líder supremo Ali Khamenei e de 168 crianças em uma escola. Antes do conflito, o Irã não controlava o Estreito de Ormuz, mas passou a fazê-lo como uma das primeiras retaliações. Essa ação desencadeou uma disparada nos preços do petróleo no mercado internacional, afetando economias globais, incluindo a dos Estados Unidos.
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