The Witcher 3: RPG vendeu 65 milhões de cópias e ganha expansão em 2027

Destaques
- •The Witcher 3: Wild Hunt ultrapassou a marca de 65 milhões de cópias vendidas globalmente.
- •A longevidade do jogo é atribuída à qualidade narrativa, cuidado com detalhes e situações humanas, que o transformam em uma forma de arte.
- •Uma nova expansão, Songs of the Past, está prevista para 2027, com The Witcher 4 agendado para 2028.
Mais de uma década após seu lançamento, The Witcher 3: Wild Hunt, RPG da CD Projekt Red, continua a surpreender, ultrapassando a marca de 65 milhões de cópias vendidas mundialmente. O sucesso duradouro do jogo, que recebeu uma versão remasterizada em 2026, é atribuído pela desenvolvedora à sua capacidade de criar histórias significativas e à abordagem de temas humanos, transformando o videogame em uma forma de arte.
Karolina Nieweglowska, diretora de Experiência e Segurança dos Jogadores na CD Projekt Red, e Tim Green, engenheiro especialista em renderização, compartilharam suas visões sobre a longevidade do título. Nieweglowska, que trabalha na empresa há mais de 15 anos, enfatiza que a intenção é criar jogos "bonitos e pensados com cuidado", que permaneçam na memória do público. "Minha definição é que fazemos jogos bonitos e pensados com cuidado", explicou Nieweglowska. "Quando estamos criando esses jogos, a intenção de muitas das pessoas envolvidas é fazer deles uma forma de arte."
O segredo das histórias significativas
A executiva destaca o cuidado com as missões secundárias como um diferencial. Em vez de tarefas repetitivas, elas apresentam reviravoltas, humor e referências ao universo, tornando a experiência mais rica. "Queremos que as coisas que as pessoas vivenciam nos nossos jogos também sejam significativas", afirmou.
Segundo Nieweglowska, o jogo busca ser "realista no sentido de serem identificáveis para os seres humanos". Mesmo em um mundo de fantasia com monstros e ameaças sobrenaturais, os conflitos frequentemente envolvem sentimentos, escolhas difíceis e relações familiares, elementos que poderiam existir fora daquele universo. A lógica é comparada à de um livro centenário: se a obra ainda estabelece uma conexão com o leitor, a época de sua criação se torna irrelevante.
Um mundo aberto que conta histórias
Tim Green, que trabalha na franquia desde o início, concorda e resume o sucesso como resultado de "um jogo realmente muito bom. As histórias são incríveis, e ele continua bonito mesmo hoje em dia". Ele ressalta que até as atividades secundárias, como os pontos de interrogação no mapa de Skellige, podem conter pequenas narrativas que enriquecem a exploração.
Essa atenção aos detalhes cria a sensação de um mundo vivo, onde até as tarefas aparentemente banais podem revelar disputas locais ou personagens peculiares, transformando a exploração em mais do que um simples cumprimento de objetivos. A longevidade do jogo também demonstra o valor do suporte a longo prazo, influenciando a abordagem da CD Projekt Red para futuros projetos.
Futuro da franquia e próximos passos
Embora seja difícil prever o alcance de uma obra antes de seu lançamento, Nieweglowska considera gratificante ver jogadores aproveitando The Witcher 3 tantos anos depois. A experiência de manter o jogo relevante influenciou o desenvolvimento de Cyberpunk 2077, que também segue recebendo atualizações.
A CD Projekt Red está investindo na continuidade da franquia com a expansão Songs of the Past, prevista para 2027, e The Witcher 4, agendado para 2028. Manter os jogos em bom estado e atualizados, mesmo com a evolução de consoles e tecnologias, é um desafio constante, mas considerado essencial para o "modus operandi" da empresa.



