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Tesouro Nacional garante R$ 7 bilhões em empréstimo para os Correios

28 de outubro de 2026
Tesouro Nacional garante R$ 7 bilhões em empréstimo para os Correios

Destaques

  • •Ministério da Fazenda autorizou garantia do Tesouro Nacional para novo crédito de R$ 7 bilhões aos Correios.
  • •O empréstimo, com taxa de 114,26% do CDI e prazo de 15 anos, faz parte de um plano de reestruturação que visa reverter prejuízos bilionários.
  • •Os Correios buscam captar até R$ 20 bilhões em crédito e implementar medidas de corte de custos e aumento de receita para recuperar a saúde financeira.

O Ministério da Fazenda autorizou a concessão de garantia do Tesouro Nacional a um novo empréstimo de R$ 7 bilhões solicitado pelos Correios. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, é um passo crucial para a reestruturação financeira da estatal, que acumula prejuízos bilionários.

O empréstimo foi negociado com quatro bancos privados: Banco ABC Brasil, Banco Citibank, Deutsche Bank e Banco J.P Morgan. A operação terá uma taxa de juros equivalente a 114,26% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e um prazo de pagamento de 15 anos, com três anos de carência. Este novo crédito se soma a um empréstimo anterior de R$ 12 bilhões, contratado no fim de 2025, como parte de um plano maior de captação de até R$ 20 bilhões.

Plano de Reestruturação e Necessidade de Recursos

A captação de recursos é uma das frentes do plano de reestruturação dos Correios para o período de 2025 a 2027. O objetivo é reverter a sequência de resultados negativos que têm marcado a empresa nos últimos anos. O plano prevê medidas abrangentes para reduzir despesas, aumentar receitas e vender ativos.

Os Correios estimam uma redução anual de R$ 4,2 bilhões em despesas, um aumento de R$ 1,7 bilhão em receitas e a obtenção de R$ 1,5 bilhão com a venda de imóveis. Entre as ações em curso estão a implementação do PDV (Programa de Demissão Voluntária), a renegociação de contratos e passivos, mudanças no plano de saúde dos funcionários e o fechamento de parte das agências.

Resultados Financeiros Negativos

A necessidade de um aporte financeiro tão significativo se deve aos resultados negativos acumulados pela empresa. Os Correios encerraram 2025 com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões, marcando o quarto ano consecutivo de perdas. A situação se agravou no primeiro semestre de 2026, quando a estatal registrou um prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões, um aumento de 30,36% em comparação com o mesmo período de 2025.

O primeiro empréstimo de R$ 12 bilhões já garantiu liquidez imediata para normalizar o fluxo financeiro, quitar obrigações em atraso e recuperar a credibilidade com fornecedores, empregados e clientes. O novo crédito de R$ 7 bilhões visa dar continuidade a esse processo de recuperação e estabilização da empresa.

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