Tendências em design de cozinhas focam em bem-estar e resiliência

Destaques
- •Relatório da NKBA aponta cinco tendências principais para cozinhas em 2027, com foco em bem-estar e adaptabilidade.
- •Design emocional, simplicidade intencional e integração com a casa conectada são destaques.
- •Planejamento para resiliência climática e reorganização de espaços atendem a novas necessidades geracionais e de acessibilidade.
A National Kitchen & Bath Association (NKBA), entidade setorial que reúne especialistas do segmento, divulgou seu Relatório de Tendências em Cozinhas de 2027. A pesquisa, baseada em informações de designers, empreiteiros e arquitetos, identificou cinco tendências principais com potencial para impactar o bem-estar dos moradores. O documento de 142 páginas detalha como a cozinha, um ambiente central na casa, está se adaptando a novas necessidades, desde a funcionalidade e acessibilidade até a integração com tecnologias e a resiliência climática.
Reorganização dos espaços para novas necessidades
A forma como as famílias utilizam a cozinha varia entre gerações e necessidades específicas. O relatório aponta para uma reorganização dos espaços, especialmente em imóveis antigos que necessitam de atualização. Isso pode incluir a integração de áreas de serviço e lavanderia, soluções de acessibilidade para pessoas com limitações físicas, e a criação de ambientes flexíveis com divisórias e portas de correr. Essas soluções permitem a adaptação do espaço para estações de trabalho, áreas de hobby ou cozinhas de apoio, mantendo a desordem fora da vista em plantas abertas.
A integração de áreas de serviço e lavanderia à cozinha é uma das mudanças apontadas. Soluções como divisórias e portas de correr também ganham destaque para criar ambientes adaptáveis.
Design emocional e iluminação
O conceito de design emocional foca na criação de cozinhas que estimulam os sentidos através de recursos visuais, sonoros e de iluminação. O aproveitamento da luz natural é enfatizado, assim como a combinação de diferentes fontes de iluminação artificial. "A iluminação em camadas favorece a ambientação, o desempenho nas tarefas e o conforto visual", destaca o relatório, acrescentando que a iluminação integrada amplia a funcionalidade de armários e despensas.
A iluminação é vista como um fator crucial para o conforto e a segurança. A combinação de luz natural e artificial visa criar uma atmosfera acolhedora e funcional.
Simplicidade e casa conectada
A tendência da simplicidade intencional prioriza a maximização da usabilidade e funcionalidade do espaço existente, recomendando a ampliação apenas quando houver melhoria significativa. Layouts desobstruídos e facilidade de uso são preferidos a soluções excessivamente complexas. Paralelamente, a integração com a casa conectada reconhece a cozinha como um hub de sistemas técnicos. A escolha de equipamentos como coifas e geladeiras impacta a qualidade do ar e o nível de ruído, enquanto sistemas de água e iluminação afetam saúde e conforto.
O relatório sugere priorizar a qualidade da água com sistemas de filtragem e torneiras sem contato. Melhorias na iluminação, qualidade do ar e água, acústica e desempenho energético promovem uma vida mais saudável.
Planejamento para resiliência climática
O planejamento para a resiliência aborda a necessidade de informar sobre produtos resistentes às mudanças climáticas. Soluções que combinam estética, eficiência energética e hídrica, além de valorização do imóvel e benefícios de seguro, são encorajadas. A escolha de superfícies mais resistentes à água, como armários revestidos de porcelanato, pisos e bancadas, é um exemplo prático dessa tendência.
A escolha de materiais resistentes à água, como porcelanato em armários, pisos e bancadas, é uma estratégia para aumentar a durabilidade e a resiliência do ambiente.



