TCU exige plano emergencial para trechos da Fiol 2 da Infra S.A.

Destaques
- •Tribunal de Contas da União determinou que a Infra S.A. cobre um plano emergencial da TCE Engenharia para a Fiol 2.
- •Obras apresentam atraso grave: apenas 17,77% executados em março de 2026, contra 93,14% previstos.
- •Acompanhar a apresentação do plano emergencial e o cumprimento das metas pela construtora.
O Tribunal de Contas da União (TCU) deu um puxão de orelha na Infra S.A. e determinou que a estatal exija um plano emergencial da construtora TCE Engenharia. O objetivo é recuperar trechos da Fiol 2, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, na Bahia. A estatal tem 30 dias para apresentar o documento.
A situação é crítica: o trecho de 485 km entre Caetité e Barreiras, essencial para escoar minério e produção agrícola, está atrasado. Em março de 2026, apenas 17,77% do valor contratado de R$ 365,2 milhões havia sido executado, bem abaixo dos 93,14% previstos para a data.
O TCU apontou falhas em projetos, entraves fundiários e ambientais, além da capacidade operacional insuficiente da contratada. A Infra S.A. já havia proposto rescisão e multa, mas optou por um acordo com novas metas.
A Corte aprovou o acordo, mas ressaltou que sua eficácia depende do cumprimento das novas metas, evitando assim novos atrasos em um projeto estratégico.


