TCE-MT repassou R$ 1,4 milhão a empresas de Nelson Wilians via convênio

Destaques
- •Tribunal de Contas de Mato Grosso destinou R$ 1,4 milhão a duas empresas ligadas ao advogado Nelson Wilians.
- •Os repasses foram feitos por meio de um convênio com a Fundação Uniselva, que alegou a prestação de serviços de recuperação tributária.
- •Nelson Wilians não foi indiciado na Operação Sem Desconto da PF e as empresas não estão mais em seu nome.
O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) repassou R$ 1,4 milhão a duas empresas ligadas ao advogado Nelson Wilians, alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Sem Desconto. Os valores foram destinados por meio de um convênio firmado entre o TCE-MT e a Fundação Uniselva, entidade sem fins lucrativos vinculada à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A Operação Sem Desconto investiga suspeitas de pagamentos indevidos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Fundação Uniselva, por sua vez, firmou o convênio com o TCE-MT para receber os recursos. A reportagem do Uol aponta que os pagamentos a Nelson Wilians e outros prestadores de serviço não são detalhados na transparência da Uniselva, e que contratos, notas fiscais e prestações de contas dos serviços não foram acessados.
Serviços de recuperação tributária alegados
Segundo Carlos Eduardo Guerreiro, gerente executivo da Uniselva, Nelson Wilians prestava serviços de “recuperação tributária de impostos” para a fundação. Os honorários seriam de 18% sobre o total de economia gerada na folha de pagamento da entidade. Nelson Wilians não possui processos públicos advogando para a fundação.
A assessoria de Nelson Wilians afirmou que as duas empresas citadas não estão mais em seu nome e que os serviços tributários foram, de fato, prestados no âmbito do convênio. A defesa também declarou que Nelson Wilians não foi indiciado no inquérito da Operação Sem Desconto e que não tem vínculos com a empresa Capital Consig desde maio de 2025.
Investigações e falta de resposta
A Capital Consig, empresa para a qual Nelson Wilians advogou em Mato Grosso, é investigada pela Polícia Federal na Operação Fugazi, que apura fraudes em operações de crédito consignado envolvendo servidores públicos, aposentados e pensionistas.
O Poder360 buscou contato com a UFMT, a Uniselva e o TCE-MT por e-mail para obter posicionamento sobre os fatos descritos na reportagem, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O texto será atualizado caso haja manifestação dos órgãos.
Matérias originais
- TCE-MT pagou R$ 1,4 mi a advogado investigado por esquema no INSS · poder360.com.br


