Taxa de desemprego no Brasil atinge mínima histórica de 5,2% no 3º tri de 2026

Destaques
- •Taxa de desemprego brasileira cai para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, menor patamar desde 2012.
- •Mercado de trabalho registra novo recorde de ocupação com 103,6 milhões de pessoas empregadas.
- •Acompanhar a evolução do emprego formal e a contribuição de setores como a construção civil para a geração de vagas.
A taxa de desemprego no Brasil atingiu o menor patamar para o período desde o início da série histórica em 2012, registrando 5,2% no terceiro trimestre de 2026. O resultado, divulgado pelo IBGE, é impulsionado pela redução no número de pessoas à procura de trabalho e por um novo recorde de ocupação no país.
Entre julho e setembro de 2026, 5,6 milhões de pessoas estavam desocupadas, uma queda de 4% em relação ao trimestre anterior e de 6,9% na comparação anual. A taxa de desemprego recuou 0,2 ponto percentual em três meses e 0,4 ponto percentual em um ano. Esse movimento ocorreu em paralelo à expansão da força de trabalho, com o número de pessoas ocupadas chegando a 103,6 milhões, o maior da série histórica.
Mercado de trabalho em expansão
O contingente de pessoas ocupadas cresceu 0,6% no trimestre e 1,2% em 12 meses. A combinação de menos desocupados e mais ocupados indica que o mercado de trabalho absorveu parte das pessoas que ingressaram na busca por uma colocação. O número de empregadores no Brasil também atingiu um recorde, com 4,5 milhões de pessoas, um aumento de 4,3% em relação ao trimestre anterior.
Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, o aumento no número de empregadores pode contribuir para ampliar a oferta de trabalho, uma vez que seus empreendimentos geram oportunidades de emprego.
Construção civil e emprego formal
A construção civil foi um dos setores que mais contribuíram para o avanço do emprego, com um aumento de 2,8% no número de trabalhadores no trimestre, incorporando 210 mil pessoas. O setor tem peso relevante na geração de postos de trabalho, especialmente em atividades que demandam mão de obra presencial.
Apesar do recorde de ocupação geral, o avanço não se traduziu em crescimento significativo do emprego com carteira assinada no setor privado, que permaneceu estável em 39,4 milhões de trabalhadores. O número de empregados sem carteira assinada (13,7 milhões), trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) e trabalhadores domésticos (5,4 milhões) também se mantiveram estáveis.
Setor público e próximos passos
No setor público, o número de trabalhadores atingiu 13,2 milhões, um recorde da série, com estabilidade no trimestre e crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado geral aproxima a taxa de desemprego do mínimo histórico geral da pesquisa, que foi de 5,1% em dezembro de 2025.
O mercado de trabalho brasileiro continua a mostrar resiliência, com a taxa de desemprego em queda e a ocupação em alta. Acompanhar a evolução do emprego formal e a contribuição de setores específicos para a geração de vagas será crucial para entender a sustentabilidade dessa tendência.



