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Suzano vende fábrica de papéis para a Nova Conpel; negócio vai ao Cade

29 de outubro de 2026

Destaques

  • •Suzano vende unidade Rio Verde, que produzia papéis de imprimir e escrever, para a Nova Conpel.
  • •A Nova Conpel, empresa de embalagens da Paraíba, pretende usar a fábrica para produzir papéis reciclados para papel-toalha e higiênico.
  • •O negócio foi submetido ao Cade e as empresas pedem aprovação sem restrições.

A fábrica de papéis de imprimir e escrever da Suzano, localizada em Suzano (SP), que teve suas operações encerradas no início do ano, pode voltar a funcionar sob o comando da Nova Conpel, empresa paraibana de embalagens. O negócio, que envolve o imóvel, máquinas e equipamentos da unidade Rio Verde, foi submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e as empresas pedem que a operação seja analisada pelo rito sumário, com aprovação sem restrições.

O valor da transação não foi divulgado na petição encaminhada ao órgão regulador.

Nova Conpel mira papéis reciclados

Com a aquisição, a Nova Conpel, que já atua com papel reciclado em sua linha de embalagens, pretende diversificar sua produção. A fábrica Rio Verde, com capacidade instalada para 50 mil toneladas anuais, passará a produzir um tipo de papel reciclado utilizado na fabricação de rolos de papel-toalha e papel higiênico. Antes do fechamento, a unidade respondia por cerca de 5% da atuação da Suzano no mercado de papéis de imprimir e escrever.

A Nova Conpel integra o Grupo DuraMais, sediado em Conde (PB), que atua em diversas etapas do mercado de embalagens, incluindo fabricação de papel, embalagens de papelão ondulado, sacos e sacolas, distribuição e reciclagem.

Justificativas para a venda e aprovação

A Suzano encerrou as atividades da Rio Verde em janeiro após uma análise de seu portfólio industrial, afirmando na época que a produção seria redistribuída entre outras unidades e que a decisão não afetaria os clientes. Ao submeter a venda ao Cade, Suzano e Nova Conpel argumentaram que a operação não gera sobreposição entre as atividades atuais da compradora e as da fábrica adquirida.

As empresas também apresentaram análises sobre possíveis efeitos concorrenciais de futuras atividades da Nova Conpel na fábrica, concluindo que, mesmo nesses cenários, as participações de mercado ficariam abaixo dos patamares normalmente considerados pelo Cade para análise pelo rito sumário.

O mercado brasileiro de papelão ondulado, setor em que a Nova Conpel atua, faturou cerca de R$ 33,3 bilhões em 2025, um aumento de aproximadamente 10,6% em relação ao ano anterior. Em volume, a expedição do setor ficou praticamente estável, com 4,23 milhões de toneladas em 2025.

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