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STF nega liberdade a Fabiano Zettel, investigado em fraudes no Banco Master

06 de novembro de 2026
STF nega liberdade a Fabiano Zettel, investigado em fraudes no Banco Master

Destaques

  • •Ministro Edson Fachin, do STF, negou pedidos de liberdade e prisão domiciliar para Fabiano Zettel.
  • •O empresário é investigado como operador financeiro de Daniel Vorcaro em esquema de fraudes no Banco Master.
  • •A decisão mantém a prisão preventiva de Zettel, considerada indispensável para a investigação.

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na última sexta-feira (5.nov.2026) os pedidos da defesa do empresário Fabiano Zettel para que ele fosse solto ou passasse para prisão domiciliar. Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, segue preso preventivamente desde março deste ano, investigado na Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master.

A decisão de Fachin reforça a necessidade da manutenção da prisão preventiva de Zettel, que é apontado como operador financeiro de Vorcaro no esquema investigado. O ministro considerou que a custódia é indispensável para garantir o bom andamento das investigações, a aplicação da lei penal, a manutenção da ordem pública e a conveniência da instrução criminal.

Investigação sobre fraudes no Banco Master

Fabiano Zettel é acusado de atuar como operador financeiro de Daniel Vorcaro no esquema investigado pela Operação Compliance Zero. A operação apura fraudes ocorridas no Banco Master. Zettel foi preso em março de 2026 e está detido no Complexo Penal da Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo.

Segundo as investigações, Zettel teria atuado como intermediador de pagamentos em contrapartida a atividades ilícitas e como estrategista para viabilizar transferências financeiras e documentos processuais que justificassem os repasses. Ele também é apontado como articulador do grupo “A turma”, uma espécie de milícia privada que atuava contra desafetos de Vorcaro.

Decisão do STF e manutenção da prisão

Na decisão, o ministro Edson Fachin declarou que os motivos que levaram à decretação da prisão preventiva de Zettel permanecem válidos, não havendo razão para modificar sua condição. Ele afirmou que a prisão é uma medida necessária para a aplicação da lei penal, a manutenção da ordem pública e a conveniência da instrução criminal.

"A prisão preventiva autorizada nos autos segue adequada e indispensável à aplicação da lei penal, à manutenção da ordem pública e à conveniência da instrução criminal, devendo ser mantida", escreveu Fachin.

O ministro também rejeitou o pedido de prisão domiciliar humanitária, solicitado pela defesa em razão de suposta ausência de rede de apoio para a família do empresário. Fachin considerou que não há elementos suficientes que justifiquem o atendimento desse pedido.

Próximos passos na investigação

A manutenção da prisão preventiva de Fabiano Zettel é vista como crucial para o avanço das apurações sobre as fraudes no Banco Master. As investigações buscam esclarecer os indícios de condutas ilícitas praticadas em contexto de organização criminosa estruturada, incluindo delitos contra o sistema financeiro nacional, corrupção, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de justiça.

A decisão do STF reforça a posição das autoridades em prosseguir com as investigações, mantendo um dos principais investigados sob custódia para evitar prejuízos ao processo e garantir a aplicação da lei.

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