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STF homologa delação premiada de empresário ligado ao Banco Master

07 de novembro de 2026
STF homologa delação premiada de empresário ligado ao Banco Master

Destaques

  • •Edson Fachin, presidente do STF, homologou o acordo de delação premiada do empresário João Carlos Mansur.
  • •Mansur é investigado em inquérito sobre o caso Master, envolvendo a gestão de fundos do Banco Master.
  • •O empresário já havia fechado acordo com a PGR em setembro, no âmbito da operação Compliance Zero.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, homologou a delação premiada do empresário João Carlos Mansur, ex-dono da gestora de fundos Reag. O acordo foi fechado com a Procuradoria Geral da República (PGR) em setembro, dentro da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes financeiros ligados ao Banco Master.

Mansur é investigado em um dos inquéritos do caso Master, sob relatoria do ministro André Mendonça. Os processos, contudo, estão provisoriamente no gabinete de Fachin desde setembro, em meio a divergências sobre a condução das investigações. A homologação da delação representa um avanço nas apurações sobre as irregularidades envolvendo o Banco Master e suas operações.

Investigação sobre o Banco Master

Segundo a investigação, a Reag, empresa de Mansur, administrou fundos que teriam sido usados por Daniel Vorcaro para retirar recursos do Banco Master. Esses recursos teriam sido direcionados ao patrimônio pessoal do empresário ou ao pagamento de propina. O Banco Central também identificou operações irregulares entre o banco e fundos da Reag Trust no período de julho de 2023 a julho de 2024.

Em sua defesa, o Banco Master declarou que a Reag atuava apenas como prestadora de serviços, negando envolvimento direto nas operações irregulares apontadas. A homologação da delação de Mansur pode trazer novas evidências e esclarecimentos sobre o fluxo financeiro e as responsabilidades no caso.

Trajetória de João Carlos Mansur

João Carlos Mansur possui bacharelado em ciências contábeis pela Fundação Armando Alvares Penteado e mais de 35 anos de experiência no mercado financeiro. Ele fundou a Reag em 2012 e a gestora chegou a administrar cerca de R$ 341,5 bilhões. Mansur também teve passagens por empresas como Trump Realty Brazil, PwC, Monsanto, Tishman Speyer, GetNinjas e Azevedo & Travassos.

No futebol, o empresário integrou conselhos do Palmeiras e participou das negociações para a construção do Allianz Parque. Ele já foi alvo de outras operações, como a Carbono Oculto, que investiga fraudes no setor de combustíveis.

A delação premiada de Mansur, agora homologada pelo STF, pode trazer desdobramentos significativos para as investigações do caso Master e para o futuro do Banco Master, que já enfrenta escrutínio do Banco Central.

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