Startup Warhound cria cães geneticamente modificados para uso militar

Destaques
- •A startup Warhound, com aporte de US$ 200 milhões, planeja desenvolver cães geneticamente modificados para operações militares.
- •Os animais aprimorados terão capacidades como detecção de bombas e busca, além de melhorias de saúde e longevidade.
- •A primeira ninhada está prevista para 2027, com início das atividades em 2028, e a Sociedade Americana de Proteção aos Animais acompanhará o processo.
A startup Warhound, recém-lançada com um investimento de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão), anunciou planos para criar cães geneticamente modificados destinados a operações militares, atendendo às Forças Armadas dos Estados Unidos. A empresa é resultado da união entre a Anduril Industries e a Colossal Biosciences.
Os animais, desenvolvidos através de edição genética, serão capazes de realizar tarefas perigosas ou complexas para humanos e robôs, como detecção de bombas, buscas e ações de resposta a emergências e resgates. A previsão é que a primeira ninhada nasça já no início de 2027.
Redução de doenças e aprimoramentos genéticos
Segundo a Warhound, a iniciativa visa superar as limitações atuais dos cães de trabalho, onde menos da metade dos animais empregados pelas Forças Armadas americanas está apta para o serviço. A edição genética focará em reduzir problemas de saúde comuns, como baixa visão, predisposição ao câncer, displasia coxofemoral e atrofia muscular.
Posteriormente, a empresa pretende incorporar genes que aumentem a longevidade, agilidade e velocidade dos cães. Um dos focos principais será o aprimoramento do olfato para a detecção de explosivos e outras substâncias.
Raças como Pastor Alemão, Pastor Belga Malinois e Labrador já tiveram linhagens celulares coletadas para o projeto. A expectativa é que os primeiros cães geneticamente modificados iniciem suas atividades em 2028, após treinamento adequado.
Tecnologia e segurança embarcada
Além das modificações genéticas, os cães da Warhound receberão aprimoramentos tecnológicos da Anduril, especialista em sistemas autônomos. Estes incluirão armaduras com sensores e à prova de balas, além de óculos de proteção, visando aumentar a segurança dos animais e fornecer dados valiosos para os treinadores.
A startup ainda não divulgou os valores que pretende cobrar pelos animais, mas espera vendê-los para forças policiais, equipes de primeiros socorros e o Departamento de Defesa dos EUA.
Acompanhamento ético e próximos passos
A Sociedade Americana de Proteção aos Animais foi convidada a participar da iniciativa e afirmou que atuará para garantir que os cães sejam tratados com humanidade. A empresa prevê que os animais estejam preparados para iniciar as atividades em até dois anos após o nascimento, passando por treinamento específico.



