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Solo Network adquire participação majoritária na Planeje para expandir negócios de data centers

05 de novembro de 2026
Solo Network adquire participação majoritária na Planeje para expandir negócios de data centers

Destaques

  • •Solo Network anuncia aquisição da Planeje, criando vertical de infraestrutura para data centers de pequeno e médio porte.
  • •Grupo investirá R$ 10 milhões inicialmente e até R$ 50 milhões a partir de 2027 para expansão e novos projetos.
  • •A operação visa consolidar a Solo Network como uma das principais players no segmento de data centers de pequeno e médio porte no Brasil.

A Solo Network anunciou a aquisição de participação majoritária na Planeje, empresa especializada em engenharia, infraestrutura e construção de data centers. A operação visa criar uma nova vertical dentro do grupo focada em infraestrutura crítica, permitindo a execução de projetos completos de data centers de pequeno e médio porte em todo o Brasil. A aquisição ocorre em um momento de expansão para a Solo Network, que fechou 2025 com faturamento de aproximadamente R$ 800 milhões, impulsionada por suas verticais de serviços em nuvem e cibersegurança. O grupo foi reconhecido pelo Financial Times como uma das empresas de maior crescimento nas Américas.

Nova vertical de infraestrutura crítica

Com a aquisição, a Solo Network passa a atuar diretamente na cadeia de infraestrutura física para data centers. A Planeje manterá sua marca e estrutura operacional, com Eduardo Silveira, sócio da empresa, permanecendo como executivo responsável pelas áreas Comercial e Operações. A Planeje possui 32 profissionais e estima oportunidades comerciais em R$ 200 milhões, com previsão de faturamento de cerca de R$ 30 milhões.

A estratégia do grupo é atender à crescente demanda por capacidade computacional, impulsionada por inteligência artificial, nuvem e digitalização. "Nossa decisão foi participar de forma direta da cadeia de infraestrutura e trazer para dentro do grupo a engenharia e a construção de data centers", afirmou João Paulo Costa Pereira, CEO da Solo Network.

Investimento e expansão da Planeje

Na primeira fase, a Solo Network destinará cerca de R$ 10 milhões para capital de giro e expansão comercial da Planeje. A partir de 2027, o grupo poderá investir até R$ 50 milhões ao longo de três anos para a execução de novos projetos, conforme a demanda e a contratação por clientes. A meta inicial é dobrar o faturamento da Planeje já em 2027.

Os recursos adicionais visam fortalecer a operação comercial e financeira da Planeje, permitindo que a empresa assuma projetos de maior porte. "A Planeje já tem conhecimento técnico, equipe especializada, relacionamento com o mercado e uma carteira de oportunidades. A entrada da Solo traz o capital necessário para assumirmos mais projetos ao mesmo tempo e ampliarmos nossa capacidade de execução", explicou Silveira.

Complementaridade com a Envolve

A operação também aproxima a Planeje da Envolve Ambientes Seguros, outra empresa do grupo que fabrica painéis, portas, salas seguras e data centers modulares e em contêineres. A fábrica da Envolve tem capacidade para atender até 25 data centers por ano. A combinação das duas empresas cria uma cadeia complementar, onde a Planeje cuida da engenharia e construção, e a Envolve fornece componentes e estruturas.

"Temos capacidade de engenharia, fabricação de componentes críticos e, agora, capital para a execução, o que nos permite controlar uma parcela maior da cadeia e melhorar prazos, qualidade e previsibilidade financeira dos projetos", destacou Pereira. A Solo Network pretende transformar essa estrutura em uma das principais operações do país no segmento de data centers de pequeno e médio porte.

Um estudo publicado na Revista DCS em 2026, intitulado "O impacto da Inteligência Artificial na infraestrutura física: desafios energéticos e a modernização dos centros de dados", aponta que a rápida expansão da inteligência artificial generativa está transformando o consumo energético global. Consultas a modelos de IA consomem aproximadamente 10 vezes mais energia que buscas tradicionais na internet, e racks de equipamento de IA demandam 20 vezes mais energia que infraestrutura convencional de datacenters. Projeções indicam que até 2027 a IA poderá consumir energia equivalente à Holanda, e datacenters consumirão 8% da energia dos EUA até 2030. O estudo ressalta desafios críticos de resfriamento e consumo hídrico, concluindo que a IA representa um desafio sem precedentes para a sustentabilidade energética global.

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