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Secretário de Estado dos EUA reforça controle e adverte sobre ética no Departamento de Estado

07 de novembro de 2026
Secretário de Estado dos EUA reforça controle e adverte sobre ética no Departamento de Estado

Destaques

  • •Marco Rubio determinou que funcionários de alto escalão evitem comportamentos antiéticos e decisões sem coordenação.
  • •A medida ocorre após a renúncia da embaixadora na Grécia, Kimberly Guilfoyle, e a saída do assessor Jeremy Lewin.
  • •O endurecimento da gestão pode ter implicações na futura candidatura de Rubio à presidência em 2028.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, intensificou o controle sobre o Departamento de Estado, advertindo funcionários de alto escalão que comportamentos antiéticos poderão levar à demissão, independentemente de suas conexões políticas. A determinação, transmitida em reunião na semana passada, também exige que assessores respeitem seus limites de atuação e evitem tomar decisões ou promover agendas sem a devida coordenação com a cúpula do departamento.

A reunião ocorreu em um momento delicado para o Partido Republicano, que busca se distanciar da impopularidade do governo Donald Trump e já articula a disputa presidencial de 2028. A medida de Rubio também surge após a renúncia da embaixadora americana na Grécia, Kimberly Guilfoyle, em outubro, em meio a suspeitas de que ela teria oferecido acesso a autoridades do governo em troca de favores. Guilfoyle negou as acusações.

Endurecimento após denúncias e saídas

Segundo relatos de quatro pessoas familiarizadas com o assunto, Rubio deixou claro que decisões importantes necessitam de sua aprovação ou do vice-secretário de Estado, Christopher Landau. A insatisfação do secretário também se estendia ao número excessivo de viagens internacionais realizadas por funcionários de indicação política, exigindo agora aprovação prévia de seu gabinete.

Pouco após a reunião, Jeremy Lewin, responsável pela área de políticas do Departamento de Estado, deixou o cargo. Fontes indicam que ele teria sido pressionado a sair por atuar em assuntos fora de sua área de responsabilidade e sem a coordenação necessária. Lewin, que ingressou no governo através de uma iniciativa associada a Elon Musk, negou ter sido demitido, afirmando que sua saída foi planejada.

Tensões internas e articulações políticas

A saída de Lewin, embora não relacionada a má conduta ética, ampliou as tensões internas. Rubio e outros líderes do departamento expressavam frustração com a postura de Lewin de “agir por conta própria”. O Departamento de Estado tem acumulado saídas e denúncias, como a do representante especial para Parcerias Globais, Paolo Zampolli, demitido após acusações de atuar fora de sua área.

Em outubro, Rubio já havia enviado um memorando aos funcionários lembrando a necessidade de “evitar conflitos de interesse”, embora tenha negado que o documento fosse motivado pela saída de Guilfoyle. O governo Trump enfrenta acusações recorrentes de conflitos de interesse, que os democratas pretendem investigar quando assumirem o controle do Congresso em janeiro.

Candidatura presidencial em 2028

A derrota republicana nas eleições de meio de mandato abriu caminho para articulações visando a disputa presidencial de 2028. Figuras como o vice-presidente JD Vance e o senador Ted Cruz já analisam os resultados eleitorais, sinalizando suas possíveis candidaturas. Marco Rubio tem minimizado especulações sobre uma possível candidatura à Casa Branca, mas não descartou a possibilidade.

Caso decida concorrer, sua gestão à frente do Departamento de Estado, marcada por essas recentes tensões e reforço de controle, poderá se tornar um tema central em sua campanha eleitoral. O governo americano, por sua vez, nega as acusações de conflitos de interesse.

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