Saudi Aramco registra lucro de US$ 36,25 bi no 3º tri, alta de 35%

Destaques
- •Lucro líquido da Saudi Aramco cresceu 35% no terceiro trimestre de 2026, atingindo US$ 36,25 bilhões.
- •A alta foi impulsionada por preços mais elevados de petróleo bruto e produtos refinados, apesar da queda nos volumes vendidos.
- •A empresa anunciou dividendos de US$ 21,9 bilhões e afirmou não esperar impacto financeiro material dos ataques recentes.
A Saudi Aramco, estatal petrolífera saudita, registrou um lucro líquido de US$ 36,25 bilhões no terceiro trimestre de 2026. O valor representa uma alta de 35% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O lucro por ação básico e diluído avançou de US$ 0,11 para US$ 0,15, superando as projeções de analistas. A receita totalizou US$ 123,82 bilhões, um aumento de 20,2%, também acima do esperado pelo mercado. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pela elevação nos preços do petróleo bruto, produtos refinados e químicos, mesmo com uma redução nos volumes comercializados.
Desempenho por Divisão e Fluxo de Caixa
O lucro líquido ajustado da companhia subiu 9%, alcançando US$ 31,2 bilhões. Um fator que contribuiu para o resultado contábil foi um ganho de US$ 6,9 bilhões proveniente da venda da participação da Aramco na PRefChem para a Petronas.
A divisão de refino e petroquímica (downstream) apresentou um salto expressivo de 234% no lucro operacional ajustado, atingindo US$ 10,3 bilhões, reflexo da melhora nas margens de refino. Por outro lado, a área de exploração e produção (upstream) registrou uma queda, com o indicador caindo para US$ 46,81 bilhões, frente aos US$ 51,49 bilhões do ano anterior.
O fluxo de caixa livre da Aramco aumentou para US$ 28,2 bilhões. A empresa também anunciou a distribuição de dividendos no valor de US$ 21,9 bilhões, um acréscimo de 3,5% em relação ao ano anterior, em um cenário de pressões financeiras sobre a Arábia Saudita devido à guerra no Oriente Médio.
Impacto de Ataques e Rotas de Exportação
A Saudi Aramco declarou que, até 30 de setembro, não antecipava um impacto financeiro significativo decorrente dos ataques recentes a suas instalações. A empresa informou que, diante das restrições impostas ao transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, utilizou o oleoduto Leste-Oeste como rota alternativa.
Adicionalmente, a companhia está avaliando outras rotas de exportação para garantir a continuidade de suas operações e o abastecimento global. A capacidade de adaptação e a gestão de riscos em cenários de instabilidade geopolítica são cruciais para a manutenção da performance da gigante petrolífera.



