Richarlison ironiza saída de Flávio Bolsonaro do país em disputa por ilha

Destaques
- •Atacante Richarlison publicou vídeo com IA ironizando a saída de Flávio Bolsonaro do país em meio a disputa judicial por uma ilha em Angra dos Reis.
- •O jogador alega ter investido R$ 10 milhões na propriedade, mas os direitos de ocupação foram transferidos para uma empresa ligada a Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro.
- •Neymar comentou a publicação, aconselhando Richarlison a ler melhor os contratos em futuras aquisições.
O atacante Richarlison, jogador do Tottenham, ironizou nesta terça-feira (27) a saída do país de Flávio Bolsonaro (PL), lembrando a disputa judicial pela Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). O jogador acusa o ex-senador de se envolver e ter interesse na propriedade, que ele nomeou informalmente de "Ilha do Richarlison". Utilizando imagens de inteligência artificial, o atleta brincou com a situação.
A publicação de Richarlison gerou comentários, incluindo o de Neymar, que é apoiador de Flávio Bolsonaro. O jogador do Santos aconselhou Richarlison a ter mais atenção em futuras negociações: "Próxima vez lê o contrato seu moleque", escreveu.
A disputa pela Ilha Comprida
A controvérsia envolve uma batalha judicial sobre os direitos de ocupação de um imóvel de luxo em Angra dos Reis, que ganhou repercussão nacional devido à amizade entre o advogado Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro. O caso voltou ao debate público em outubro de 2026, quando Richarlison publicou vídeos contestando a perda do imóvel e pedindo investigação da Polícia Federal.
O jogador afirma ter investido aproximadamente R$ 10 milhões na aquisição e na estrutura da propriedade. No entanto, os direitos de ocupação foram transferidos para uma empresa ligada a Tomaz, a WT Administração de Imóveis e Bens S.A., o que Richarlison contesta.
Origem e complexidade do caso
O conflito se iniciou em 2020, quando Richarlison e seus sócios negociaram os direitos de ocupação do terreno, realizaram pagamentos a antigos ocupantes e investiram na mansão. A complexidade jurídica reside no fato de que o terreno pertence à União, envolvendo direitos de ocupação e sua regularização perante a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), e não a compra de uma ilha privada.
Willer Tomaz sustenta que sua empresa adquiriu legalmente os direitos com base em documentação anterior, e que os antigos ocupantes que negociaram com Richarlison não eram os legítimos titulares. A transferência administrativa dos direitos de ocupação para a empresa de Tomaz ocorreu em 2022, com a SPU alterando o cadastro do imóvel em favor da WT Administração.
Acusações e desdobramentos
Richarlison questiona a rapidez do procedimento e as circunstâncias em que perdeu o controle da propriedade. Ele alega ter recusado uma proposta de compra atribuída a Flávio Bolsonaro e acusa os envolvidos de se aproveitarem da situação judicial. Por outro lado, Tomaz afirma ter vencido disputas em diferentes instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com documentação que comprova a legitimidade de sua aquisição.
A empresa ligada a Richarlison desistiu de recursos em 2025, mas o jogador continua contestando publicamente o desfecho e buscando esclarecimentos. A relação de amizade entre Tomaz e Flávio Bolsonaro, reconhecida publicamente e com registros de visitas conjuntas à mansão, ampliou a repercussão política do caso.
Matérias originais
- Richarlison provoca Flávio Bolsonaro após eleições: “Ninguém na ilha?” · cnnbrasil.com.br
