Ri Happy e outras 5 empresas pedem recuperação extrajudicial de R$ 827,4 milhões

Destaques
- •Grupo de brinquedos busca renegociar dívidas após aquisição por nova gestão.
- •Crise é atribuída à pandemia, juros altos, queda nas vendas e concorrência online.
- •Acompanhar a adesão dos credores e a capacidade de reestruturação da empresa.
A Ri Happy e mais cinco empresas do grupo entraram com um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo. O objetivo é renegociar um montante de R$ 827,4 milhões em dívidas acumuladas.
O pedido, apresentado após a aquisição do grupo pela BluSun Capital, atribui as dificuldades financeiras a uma combinação de fatores. Entre eles estão os efeitos da pandemia, o aumento dos juros, a queda nas vendas do varejo e a forte concorrência de plataformas estrangeiras de comércio eletrônico, que oferecem produtos a preços mais baixos.
A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite à empresa negociar diretamente com os credores novas condições para quitar suas dívidas, buscando evitar a interrupção das operações. As lojas físicas e os canais digitais da Ri Happy seguem operando normalmente, com foco nas preparações para a Black Friday e o Natal.
Este movimento ocorre pouco mais de um mês após a troca de controle do grupo, que conta com cerca de 292 lojas no Brasil. A empresa busca adequar seus compromissos financeiros à realidade operacional para garantir a continuidade do negócio a longo prazo, em um cenário que já viu a fabricante Estrela também recorrer à recuperação judicial.



