Campanha de Flávio Bolsonaro discute nomes para ministérios e cargos estratégicos

Destaques
- •Bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro já mapeiam nomes para ministérios-chave e posições estratégicas em caso de vitória.
- •Nomes como Guilherme Derrite para Justiça, Roberto Campos Neto para Fazenda e Wagner Rosário para Casa Civil são especulados.
- •A articulação inclui a definição de aliados para o Senado, embaixadas e até indicações para o Supremo Tribunal Federal.
Nos bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), a movimentação já é intensa para definir quem ocupará cargos estratégicos em um eventual governo. Aliados discutem nomes de confiança e como acomodar diferentes interesses políticos, montando um verdadeiro tabuleiro de poder.
A pasta da Justiça é vista como um ponto crucial, com Guilherme Derrite sendo apontado como favorito, apesar de negar convites. Sua ida para o Executivo abriria espaço no Senado para Vicente Santini. Na economia, nomes como Roberto Campos Neto e Alexandre Betamio surgem como possibilidades para o Ministério da Fazenda.
A articulação política também é central, com Wagner Rosário e o senador Eduardo Gomes sendo mencionados para a Casa Civil e interlocução com o Legislativo. Outros nomes como Marcelo Lopes, publicitário e conselheiro de Flávio, e Daniela Marques, ex-presidente da Caixa, também aparecem em discussões para áreas de desenvolvimento.
O mapa de poder se estende ao Itamaraty, com Marcos Troyjo sendo cogitado, e até mesmo a possibilidade de Eduardo Bolsonaro ser indicado para uma embaixada nos EUA. Para o Supremo Tribunal Federal (STF), circulam nomes como Jorge Oliveira e Maria Cláudia Bucchianeri.
Embora ainda não haja definições formais e a ordem seja focar na campanha, esse mapeamento revela a estratégia de Flávio Bolsonaro em construir uma estrutura de poder coesa, definindo quem terá sua confiança pessoal e quem fará a ponte com outras esferas.



