Redução do desmatamento evita emissões anuais do Japão, diz ministro

Destaques
- •Ministro João Paulo Capobianco afirma que queda no desmatamento evitou emissões equivalentes às do Japão em um ano.
- •A redução de desmatamento na Amazônia e Cerrado em 2025 é destacada como um resultado excepcional da sociedade brasileira.
- •Investigações sobre a origem dos incêndios florestais e a correlação com o período eleitoral estão em andamento.
Avanços no combate ao desmatamento no Brasil evitaram que os impactos dos recentes incêndios florestais fossem maiores, afirmou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. Segundo ele, a redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado entre julho de 2025 e o mesmo mês de 2026 evitou emissões de gases de efeito estufa equivalentes às emitidas pelo Japão em um ano. Os dados oficiais, divulgados em 16 de novembro, mostram uma queda de 41,8% no desmatamento da Amazônia, a menor taxa desde 1988, e de 23,8% no Cerrado. O ministro destacou que a redução ocorreu em todos os seis biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa.
Combate aos incêndios e ações de contenção
Capobianco ressaltou que os esforços conjuntos dos governos federal, estaduais e municipais foram cruciais para a contenção dos focos de calor no Amazonas. No Pará, as ações ainda estão em curso, mas já conseguiram extinguir 361 grandes incêndios florestais. A Casa Civil mobilizou uma sala de situação para tratar especificamente da crise no Pará, após já ter atuado no Amazonas.
O ministro enfatizou que não haverá fumaça suficiente para encobrir o resultado excepcional alcançado pela sociedade brasileira no combate ao desmatamento. Ele fez essa declaração em meio às recentes ondas de incêndios florestais que afetaram o Amazonas e o oeste do Pará.
Investigações sobre a origem dos incêndios
As Polícias Federal, Rodoviária Federal e forças de segurança locais estão investigando a origem dos incêndios florestais, com indícios apontando para ação humana. O ministro mencionou uma coincidência temporal entre o aumento exponencial de focos de calor e eventos de incêndio a partir do primeiro turno das eleições e o período eleitoral. Ele ponderou se essa correlação foi uma coincidência ou se foi proposital, visando uma expectativa de impunidade futura, e afirmou que a Polícia Federal será responsável por determinar os fatos.
Alguns suspeitos já foram presos pela Polícia Militar do Amazonas, como os onze detidos no município de Autazes (AM) em 18 de outubro. Capobianco lembrou que os responsáveis por provocar incêndios florestais podem ser sujeitos a penas que somam até quatro anos de reclusão, dependendo do caso e dos crimes cometidos.
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