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Fed mantém juros nos EUA; petróleo sobe com tensões no Oriente Médio

28 de outubro de 2026
Fed mantém juros nos EUA; petróleo sobe com tensões no Oriente Médio

Destaques

  • •Federal Reserve dos EUA mantém taxas de juros entre 3,75% e 4,00% ao ano, como esperado pelo mercado.
  • •Preços do petróleo Brent e WTI registram alta devido a ataques a refinaria na Arábia Saudita e temores de escalada de conflito no Oriente Médio.
  • •Investidores brasileiros aguardam definições sobre a equipe econômica do novo governo e o quadro fiscal do país.

Investidores globais e brasileiros acompanham nesta quarta-feira (28) a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, e a evolução das tensões no Oriente Médio. O Fed manteve as taxas de juros no patamar entre 3,75% e 4,00% ao ano, em linha com as expectativas do mercado, que também aguarda os comentários do presidente Kevin Warsh em busca de sinais sobre a trajetória futura da política monetária.

As taxas de juros nos EUA devem seguir nesse patamar, com a ferramenta FedWatch indicando outra alta de 0,25 ponto percentual na reunião de dezembro e possivelmente mais uma no primeiro trimestre de 2027. A decisão do Fed tem reflexos no Brasil, pois taxas elevadas nos EUA pressionam a Selic a permanecer alta e afetam o câmbio.

Tensões no Oriente Médio elevam preços do petróleo

Os contratos futuros do petróleo Brent e do West Texas Intermediate (WTI) operam em alta nesta quarta-feira. A valorização é impulsionada pelos ataques de houthis, apoiados pelo Irã, à maior refinaria da Arábia Saudita, que aumentam as preocupações com uma escalada do conflito regional. O Brent subiu 0,7% para US$ 114,68 por barril, e o WTI ganhou 1,42% para US$ 101,32.

A possibilidade de um conflito prolongado no Oriente Médio tem levado investidores a avaliar o risco de alta nos preços da energia. O resultado da eleição em Israel, ainda sem definição, também é acompanhado, pois uma eventual derrota do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu poderia reduzir a tensão na região.

Cenário fiscal brasileiro em foco

No Brasil, o mercado financeiro volta suas atenções para o quadro fiscal do país, especialmente após a reeleição do presidente Lula (PT). Investidores e empresários intensificaram a pressão por clareza nas políticas econômica e fiscal. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo enviará ao Congresso um projeto de lei para estabelecer o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027.

O ministro também prometeu a proposta de regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado", que visa encarecer produtos e atividades prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A equipe econômica prepara outras medidas para reforçar a confiança na trajetória das contas públicas, com a expectativa de definições sobre a composição da equipe ministerial, incluindo o Ministério da Fazenda.

Mercados reagem com cautela

Os títulos do Tesouro Direto de prazo mais curto abriram em alta, enquanto os de vencimentos mais longos ficaram estáveis. O Tesouro Prefixado 2029 subiu 9 pontos-base, para 14,88% ao ano, e o Tesouro IPCA+ 2032 também avançou 9 pontos-base, para IPCA + 7,87%. O dólar futuro opera perto da estabilidade ante o real, cotado a R$ 5,3586. O Ibovespa iniciou o pregão em queda, estendendo perdas pela terceira sessão consecutiva, influenciado pela aversão a risco externo e incertezas fiscais domésticas.

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