Redução da jornada de trabalho pode elevar custos no agronegócio

Destaques
- •Setores como açúcar, etanol e frigoríficos são os mais vulneráveis à redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
- •Empresas como M.Dias Branco e Camil podem ter margens pressionadas, enquanto Ambev está mais preparada para absorver custos.
- •O impacto final dependerá da intensidade de mão de obra, automação e capacidade de repassar preços.
A possível redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem corte salarial, acende um alerta para o agronegócio. Uma análise do BTG Pactual aponta que a medida pode significativamente aumentar os custos operacionais de empresas do setor.
Os produtores de açúcar e etanol, que dependem fortemente de mão de obra e operam continuamente na safra, estão entre os mais expostos. Da mesma forma, frigoríficos como a MBRF sentirão o impacto, embora a JBS deva ser menos afetada devido à sua diversificação.
Empresas de alimentos básicos como M.Dias Branco e Camil também podem ver suas margens pressionadas. Por outro lado, a Ambev surge como uma das mais preparadas para absorver os custos adicionais, com potencial para repassar cerca de 0,5% em seus preços.
A conclusão é que, embora os custos possam subir em vários elos da cadeia agroindustrial, os efeitos variam conforme a intensidade de mão de obra, automação e a capacidade de repassar preços ao consumidor.

