Investidores estrangeiros injetam R$ 19,1 bi na B3 em outubro

Destaques
- •Fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira ganha força após primeiro turno eleitoral.
- •Brasil se torna principal destino de recursos entre mercados emergentes.
- •Participação de estrangeiros na B3 atinge máxima histórica de 63,2%.
O fluxo de investidores estrangeiros para a Bolsa brasileira ganhou um fôlego notável após o primeiro turno das eleições, alimentando expectativas de uma nova onda de valorização nos ativos domésticos. Dados da XP revelam que, em setembro, ingressaram R$ 8,1 bilhões líquidos, e em outubro, até o dia 14, o montante já somava R$ 19,1 bilhões. O dia seguinte ao primeiro turno registrou a maior entrada diária da história da B3, com R$ 10,1 bilhões.
O movimento coloca o Brasil em destaque global. Segundo o JPMorgan, o país atraiu US$ 824 milhões na semana encerrada em 14 de outubro, após já ter recebido US$ 2,8 bilhões na semana anterior. Isso fez do Brasil o principal destino de recursos entre os mercados emergentes monitorados pela instituição, superando países como Taiwan, Coreia do Sul e Índia, que registraram saídas líquidas.
Essa entrada massiva de capital estrangeiro contrasta com a postura dos investidores locais. Institucionais e pessoas físicas têm retirado recursos da Bolsa em setembro e outubro. Como resultado, a participação dos estrangeiros nas negociações da B3 atingiu uma máxima histórica de 63,2% em outubro, enquanto a fatia dos investucionais recuou para 23,7% e a da pessoa física para 10%.
A XP avalia que o movimento pode não ter chegado ao fim, pois os ingressos acumulados ainda estão abaixo do pico de abril, indicando espaço para novas alocações. A sustentabilidade desse fluxo, contudo, dependerá da capacidade do próximo governo em transformar a melhora das expectativas em medidas concretas de política econômica, segundo o JPMorgan.
