PUC-Rio investiga ofensas racistas contra Marielle Franco em grupo de WhatsApp

Destaques
- •Filha de Marielle Franco denuncia ataques racistas em grupo de WhatsApp da PUC-Rio.
- •Universidade abre investigação interna e repudia atos discriminatórios.
- •Memória de Marielle já foi alvo de ofensas em outros episódios públicos.
A filha da vereadora Marielle Franco, Luyara Franco, denunciou publicamente ofensas racistas direcionadas à sua mãe em um grupo de WhatsApp com integrantes da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro). Segundo Luyara, comentários com termos pejorativos e questionamentos sobre como Marielle teria financiado sua faculdade foram feitos no grupo. Ela exigiu apuração e posicionamento da universidade, classificando o racismo como crime inafiançável e imprescritível.
Investigação interna na PUC-Rio
A PUC-Rio confirmou ter recebido as denúncias por meio de sua Ouvidoria e do Canal Externo de Denúncias. A instituição informou que abriu uma investigação interna para apurar os fatos e tomar as medidas administrativas e legais cabíveis. Em nota, a universidade repudiou veementemente qualquer ato discriminatório, incluindo racismo e injúria racial. A PUC-Rio reafirmou seu compromisso com a promoção de uma educação antirracista e a preservação da memória de Marielle Franco.
Reincidência de ofensas à memória de Marielle
Esta não é a primeira vez que a memória de Marielle Franco é alvo de ataques. Em outubro, próximo à PUC-Rio, apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) ironizaram o assassinato da vereadora durante um ato. Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram um manifestante falando em carro de som sobre Marielle estar "com papai do céu" ou "no colo do capeta". Na ocasião, Luyara Franco e a deputada federal eleita Anielle Franco (PT), irmã de Marielle, também se manifestaram nas redes sociais.
O assassinato de Marielle Franco
Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados em março de 2018, quando o carro em que estavam foi alvejado no centro do Rio de Janeiro. Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados como executores do crime em 2024. Além deles, Domingos Brazão (conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro), Chiquinho Brazão (ex-deputado federal), Rivaldo Barbosa (ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro), Ronald de Paula (major da Polícia Militar) e Robson Calixto (ex-policial militar) também foram condenados pelo crime.
Matérias originais
- Filha de Marielle relata ofensas racistas à mãe em grupo da PUC-Rio · poder360.com.br
- Família denuncia agressão a Marielle no WhatsApp por aluno da PUC-Rio · agenciabrasil.ebc.com.br



