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Protestos na França: 1.000 detidos em manifestações econômicas

25 de outubro de 2026

Destaques

  • •Cerca de 1.000 pessoas foram detidas na França em protestos contra insatisfações econômicas.
  • •Manifestações ocorreram em diversas cidades europeias, com foco em custo de vida e crise habitacional.
  • •Autoridades francesas reforçaram segurança para evitar violência em massa, com sucesso parcial.

Cerca de 1.000 pessoas foram detidas em toda a França no sábado (24), em meio a uma nova onda de protestos contra insatisfações econômicas. As manifestações, que ecoaram insatisfações semelhantes por toda a Europa, ocorreram nas principais cidades francesas, com a maioria dos atos sendo pacíficos. No entanto, focos de violência foram registrados em Marselha, Bordeaux e na capital, Paris, embora em menor escala que no fim de semana anterior.

O Ministério do Interior francês informou que aproximadamente 110.000 dos mais de 410.000 manifestantes que foram às ruas no sábado estavam em Paris. O ministro Laurent Nuñez declarou que a polícia restringiu a movimentação dos manifestantes, impedindo protestos itinerantes não autorizados ou o acesso aos centros das cidades. Apesar dos incidentes pontuais de danos e saques a estabelecimentos comerciais, a escala foi significativamente menor que na semana anterior, e não houve ataques a prédios públicos.

Onda de protestos na Europa

As manifestações na França fazem parte de um movimento mais amplo que tomou conta da Europa nas últimas semanas. Em Espanha, dezenas de milhares de pessoas marcharam em Madri exigindo a proteção das pensões públicas. Em Portugal, a polícia desmantelou acampamentos em Lisboa e Porto contra a crise habitacional.

Na Itália, cidades como Roma, Milão e Nápoles viram lojas protegerem suas vitrines, mas os protestos contra o custo de vida e a guerra foram menores que o esperado. Em Turim, Bolonha e Florença, houve confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

Em Barcelona, na Espanha, 128 pessoas foram detidas após episódios de tumultos e saques, com 14 policiais feridos, quatro deles gravemente. Cerca de 600 pessoas, que não participavam das manifestações oficiais, foram responsáveis por vandalizar 23 estabelecimentos comerciais.

Operação de segurança na França

Para conter a violência, as autoridades francesas mobilizaram cerca de 70 mil policiais em todo o país, com o apoio de unidades especiais, helicópteros, veículos blindados, cães policiais e canhões de água. A operação visava evitar a repetição de episódios violentos observados no fim de semana anterior.

Apesar da forte presença policial, confrontos ocorreram em Paris, onde a polícia utilizou gás lacrimogêneo e um canhão de água. Em Marselha, manifestantes lançaram fogos de artifício contra a polícia e houve relatos de saques. Em Bordeaux, o gás lacrimogêneo foi usado para dispersar manifestantes que arremessavam objetos contra as forças de segurança.

Reações políticas e próximos passos

O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, destacou que, apesar da violência em alguns pontos, a maioria das manifestações ocorreu de forma pacífica. Ele afirmou que as forças de segurança permaneceriam mobilizadas para prevenir saques.

O líder do partido de esquerda “França Insubmissa”, Jean-Luc Mélenchon, que participou da marcha em Paris, alertou que os protestos podem continuar caso o presidente Emmanuel Macron não atenda às demandas dos manifestantes. Ele sugeriu que novas mobilizações podem ocorrer em 5 de novembro.

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