Trump monitora eleições no Brasil, mas evita declarar apoio a candidatos

Destaques
- •Presidente dos EUA afirma que está acompanhando o segundo turno das eleições brasileiras.
- •Trump elogiou a rapidez da apuração do primeiro turno e previu uma disputa acirrada.
- •Casa Branca mantém cautela pública enquanto Brasil define seu próximo presidente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (25) que está monitorando as eleições presidenciais no Brasil, mas evitou manifestar apoio a qualquer um dos candidatos. Questionado por jornalistas sobre a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Trump respondeu: “Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando”.
A declaração de Trump ocorre em um momento de definição do futuro político do Brasil, com o segundo turno da eleição presidencial ocorrendo neste domingo. Antes do primeiro turno, o presidente americano já havia ressaltado a importância do pleito brasileiro, classificando o país como “muito importante” e seus cidadãos como “fantásticos”.
Acompanhamento e previsões de Trump
O presidente americano também elogiou a rapidez com que os resultados do primeiro turno foram apurados, utilizando o fato para criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos. Trump comentou o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, descrevendo-o como uma “grande vitória” e prevendo um segundo turno acirrado. “Acho que vai ser uma eleição muito apertada. Acho que o Brasil será muito apertado. Bem, é uma grande vitória — apertada, mas uma vitória muito, muito grande. Impressionante, na verdade”, afirmou na ocasião.
Cautela da Casa Branca e tensões comerciais
Apesar de uma proximidade política com o bolsonarismo, Donald Trump não formalizou um apoio explícito a nenhum dos candidatos neste domingo. A postura de cautela pública da Casa Branca se mantém enquanto o Brasil decide quem liderará o país nos próximos quatro anos. A relação entre Washington e Brasília tem sido marcada por tensões, incluindo a imposição de tarifas pelo governo americano sobre produtos brasileiros em 2025, que foram posteriormente modificadas.
A campanha eleitoral brasileira também foi influenciada por escândalos de corrupção e preocupações econômicas, além de acusações de interferência dos Estados Unidos, que foram negadas por Washington.
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