Presidente do Fed de Nova York: Inflação nos EUA está alta demais e precisa voltar a 2%
Destaques
- •John Williams, presidente do Fed de Nova York, afirmou que a inflação nos EUA está "absolutamente alta demais" e que é essencial retorná-la à meta de 2%.
- •Apesar da resiliência econômica e do mercado de trabalho, a inflação global foi impulsionada pela guerra no Oriente Médio e pelo aumento de investimentos em IA.
- •O Federal Reserve aguardará mais informações para definir os próximos passos da política monetária, enquanto os mercados precificam altas de juros.
O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, declarou nesta sexta-feira que a inflação nos Estados Unidos está "absolutamente alta demais" e que é essencial que o país a retorne à meta de 2% de maneira oportuna e sustentável. A declaração foi feita em uma conferência do Banco Central Europeu em Frankfurt.
Williams destacou que a economia americana tem se mostrado resiliente, com um mercado de trabalho estável, mesmo diante de diversos choques. No entanto, a inflação global, que disparou em todo o mundo, foi agravada pela guerra entre os EUA e o Irã, que elevou os preços da energia, e pelo aumento expressivo nos investimentos em inteligência artificial (IA), que encareceram produtos e serviços de TI.
Inflação e a meta de 2%
O presidente do Fed de Nova York enfatizou que o foco principal do banco central deve ser a direção da inflação e a garantia de que os choques atuais não resultem em uma inflação mais ampla ou persistente. "Felizmente, não estamos vendo isso acontecer até o momento em termos de expectativas de inflação, que permanecem bem ancoradas", afirmou Williams. Ele também mencionou que o crescimento salarial está alinhado com a meta de 2%.
Próximos passos da política monetária
Embora Williams não tenha especificado qual será o próximo movimento do Fed em relação à política monetária, ele mencionou que o comunicado mais recente do banco central indicou a necessidade de coletar mais informações para determinar a postura adequada. Os mercados financeiros, por sua vez, já estimam uma probabilidade superior a 50% de um aumento da taxa de juros em dezembro, com uma alta até março já totalmente precificada.



