Presidente da Fiemg pede mais prazo para adaptação ao fim da escala 6x1

Destaques
- •Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, criticou a aprovação do fim da escala 6x1 sem prazo de adaptação suficiente.
- •A redução da jornada de trabalho começa em janeiro, mas as limitações de jornada terão efeito imediato, segundo Roscoe.
- •O debate sobre o custo Brasil e os desafios à competitividade da indústria brasileira foi o foco de um evento em Belo Horizonte.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, defendeu um prazo maior para que as empresas se adaptem ao fim da escala 6x1, regra que trata da redução da jornada de trabalho. A declaração foi feita durante um evento em Belo Horizonte, que reuniu especialistas, lideranças e empresários para discutir o custo Brasil e os desafios à competitividade da indústria nacional.
Roscoe criticou a aprovação recente do fim da escala 6x1, argumentando que o prazo estipulado não é suficiente para o setor produtivo se ajustar às novas exigências. "Outro grande desafio do momento é a reforma 6x1, que foi aprovada agora, também, na minha leitura, sem o prazo de adaptação adequado, porque a redução de jornada começa no início de janeiro, mas as limitações de jornada já terão efeito imediato", afirmou o presidente da Fiemg.
Discussão sobre o Custo Brasil
O evento, que durou dois dias, teve como eixo central o chamado custo Brasil. Este termo engloba todas as despesas e entraves que oneram a atividade empresarial no país, podendo resultar em produtos mais caros para o consumidor final. A discussão buscou alternativas para superar esses obstáculos e estimular investimentos que fortaleçam a indústria brasileira.
Flávio Roscoe ressaltou a importância de debater o custo Brasil no atual cenário político e econômico do país. Ele alertou que os efeitos das mudanças na jornada de trabalho deverão ser sentidos em breve pelo setor produtivo, reforçando a necessidade de um planejamento adequado.
Desafios à Competitividade
A competitividade da indústria brasileira foi um dos temas centrais abordados pelos participantes. A discussão envolveu a busca por soluções para os entraves que afetam o setor, visando a sua modernização e o aumento da eficiência produtiva.
Os especialistas e empresários presentes debateram alternativas para superar as dificuldades, com o objetivo de estimular novos investimentos e fortalecer a posição da indústria brasileira no mercado. A adequação às novas regras trabalhistas, como a escala 6x1, foi apontada como um dos pontos críticos a serem gerenciados.
A expectativa é que as discussões promovidas no evento contribuam para a formulação de políticas e estratégias que mitiguem o custo Brasil e impulsionem o crescimento industrial do país, embora a adaptação às novas leis trabalhistas exija atenção imediata.
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- Prazo para fim da 6×1 deve ser adequado, diz Fiemg · cnnbrasil.com.br



