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Onda de ameaças de bomba atinge 25 voos europeus; Rússia e Irã sob suspeita

05 de novembro de 2026
Onda de ameaças de bomba atinge 25 voos europeus; Rússia e Irã sob suspeita

Destaques

  • •Mais de 25 voos europeus foram alvo de ameaças de bomba nesta quinta-feira, levando a desvios e pousos de emergência.
  • •Nenhum explosivo foi encontrado, mas a recorrência dos incidentes levanta preocupações sobre segurança aérea e possíveis ações coordenadas.
  • •Investigações continuam, com autoridades europeias em alerta máximo e suspeitas recaindo sobre Rússia e Irã em um contexto de tensões geopolíticas.

Uma nova onda de ameaças de bomba atingiu companhias aéreas europeias nesta quinta-feira (5), afetando mais de 25 voos e provocando desvios e pousos de emergência em diversos países. As ações, descritas pelas autoridades como 'falsas ameaças mal-intencionadas', repetem-se em poucos dias e levantam preocupações sobre a segurança aérea e a possibilidade de ações coordenadas. Nenhum explosivo foi encontrado em nenhuma das aeronaves inspecionadas, mas a recorrência dos incidentes gerou um alerta máximo nas operações aéreas europeias.

Voos afetados e desvios

Um Airbus A320 da Aer Lingus, que partiu de Dublin com destino a Roma, foi desviado para a base aérea de Evreux, no norte da França, como medida de segurança. A companhia confirmou que o voo pousou em segurança e que trabalharia para reacomodar os passageiros. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou que os 151 passageiros e 6 tripulantes foram colocados em segurança. O aeroporto de Roma-Fiumicino, onde o avião deveria pousar, interrompeu decolagens por cerca de 30 minutos.

Um voo da Finnair, de Helsinque para Roma, também recebeu uma ameaça de bomba e foi escoltado por caças da Força Aérea finlandesa até a capital italiana, onde pousou normalmente. Um segundo voo da Finnair, de Helsinque para Viena, também foi alvo de ameaça e pousou sem incidentes. Outros voos também foram afetados: um da Wizzair de Milão para Varsóvia foi desviado para Viena após alerta de emergência, embora o motivo não tenha sido informado. Três voos da Ryanair pousaram na Bulgária após ameaças, um de Copenhague e outro de Madri na capital Sófia, e um terceiro vindo de Londres em Plovdiv. A polícia tcheca informou que quatro voos com destino a Praga notificaram ameaças de bomba, nenhuma delas confirmada.

Ameaças recorrentes e contexto geopolítico

Os incidentes desta quinta-feira ocorrem poucos dias após pelo menos sete voos europeus terem recebido ameaças de bomba na terça-feira (3). Naquele dia, voos de companhias como Ryanair e Wizz Air foram inspecionados na Itália, Espanha e Bulgária, sem a descoberta de explosivos. Um voo da Wizz Air de Londres para Sófia foi desviado para Budapeste em 2 de novembro, escoltado por um caça húngaro. Um voo da SAS Scandinavian Airlines de Copenhague para Varsóvia também pousou e foi inspecionado em 3 de novembro, com a polícia polonesa afirmando que a ameaça não foi confirmada. Um voo da Austrian Airlines de Tel Aviv para Viena foi desviado para Sófia em 18 de outubro após uma ameaça sobrevoando a Romênia, sendo escoltado por um caça búlgaro.

Embora nenhum país tenha atribuído oficialmente responsabilidade, as ameaças recorrentes ocorrem em um momento em que autoridades europeias têm responsabilizado a Rússia e o Irã por supostos 'ataques híbridos' e atos de sabotagem, acusações que ambos os países negam. Especialistas em cibersegurança aeronáutica, como Eliran Almog, CEO da Cyviation, apontam que esses ataques podem servir a múltiplos propósitos, desde causar perturbação até testar a resposta das autoridades. O secretário-geral de Defesa e Segurança Nacional francês, Nicolas Roche, mencionou a 'concretização e a multiplicação do volume de ataques híbridos em toda a sua diversidade'.

Próximos passos

As investigações sobre a origem das ameaças continuam, com as autoridades europeias em alerta máximo para garantir a segurança das operações aéreas. A recorrência dos incidentes levanta preocupações sobre a segurança e a possibilidade de ações coordenadas, em um contexto de aumento das tensões geopolíticas. A Comissão Europeia afirmou que é cedo para concluir se os episódios estão ligados, mas o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, alertou para a intensificação das chamadas operações de 'guerra híbrida' atribuídas à Rússia.

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