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Oftalmologista alerta sobre oclusão vascular e importância do exame presencial

07 de novembro de 2026
Oftalmologista alerta sobre oclusão vascular e importância do exame presencial

Destaques

  • •Oftalmologista Rubens Belfort Jr. alerta sobre a oclusão vascular no olho, que pode causar perda súbita de visão.
  • •Especialista ressalta que, apesar dos avanços da inteligência artificial, o exame presencial é crucial para diagnósticos precisos.
  • •Acompanhamento oftalmológico é recomendado em casos de manchas visuais persistentes ou aumento de intensidade.

Oftalmologista Rubens Belfort Jr., membro da Academia Nacional de Medicina, alertou sobre a oclusão vascular no olho, uma condição que pode levar à perda súbita de visão, variando desde a incapacidade de distinguir claro e escuro até visão embaçada. Durante o programa CNN Sinais Vitais, o especialista destacou que dor intensa nos olhos também é um sintoma que requer atenção médica imediata, embora muitas causas de dor ocular não sejam graves.

Rubens Belfort Jr. descreveu o olho como uma "caixinha de surpresa", onde diversas doenças podem apresentar sintomas similares, dificultando o diagnóstico. Ele mencionou que um técnico de enfermagem poderia realizar uma triagem inicial eficaz. Um exemplo de sintoma que pode indicar algo mais grave é a intolerância à luz, quando o paciente fecha os olhos ao ser exposto a ela.

Manchas visuais e o envelhecimento

O especialista também abordou o fenômeno das manchas visuais, conhecidas como "moscas volantes". Ele explicou que estas são causadas pelo vítreo, uma substância gelatinosa no interior do olho que, com o envelhecimento, torna-se mais mole e se movimenta, gerando a sensação de "sujeira no aquário".

Segundo Rubens Belfort Jr., em 99% dos casos, as manchas visuais não representam um problema grave e são uma consequência natural do envelhecimento. No entanto, ele ressaltou que manchas maiores ou mais constantes podem indicar alterações na retina, necessitando de acompanhamento oftalmológico especializado.

O limite da inteligência artificial no diagnóstico

Apesar dos avanços tecnológicos, Rubens Belfort Jr. enfatizou os limites das consultas à inteligência artificial para diagnósticos médicos. "Não basta ir na inteligência artificial, tem uma hora que precisa examinar", afirmou.

Ele comparou a importância do exame físico para clínicos gerais com a necessidade do exame presencial para oftalmologistas. A avaliação direta do paciente é fundamental para garantir um diagnóstico preciso e seguro, algo que a tecnologia, por si só, ainda não consegue substituir completamente.

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