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Médica em remissão de esclerodermia compartilha método de autocuidado

07 de novembro de 2026
Médica em remissão de esclerodermia compartilha método de autocuidado

Destaques

  • •Após diagnóstico de esclerodermia com prognóstico de seis meses de vida, uma ginecologista desenvolveu um método de autocuidado para entrar em remissão.
  • •O método SEEI, focado em sono, estresse, exercício e intestino, permitiu à médica abandonar o uso de imunossupressores e viver em remissão há oito anos.
  • •A história e o método são detalhados no livro 'Na Própria Pele', lançado pela autora para auxiliar pacientes que se sentem 'estrangeiros no próprio corpo'.

Aos 33 anos, em plena gravidez do segundo filho, a ginecologista e obstetra que dedicava a vida a cuidar de pacientes recebeu um diagnóstico devastador: esclerodermia difusa, uma doença autoimune que ataca a pele e outros tecidos, com poucas chances de cura e um prognóstico de apenas seis meses de vida. A médica, que já lidava com tireoidite de Hashimoto, viu sua vida ser dividida entre o antes e o depois dessa sentença.

A profissional, que antes se dedicava intensamente à medicina como um ato de entrega e perfeição, admitiu que vivia desconectada de seu próprio corpo, apesar de conhecê-lo pela anatomia. Sinais como cansaço persistente, dormência nas mãos e endurecimento da pele foram ignorados até a consulta que mudou sua trajetória. A esclerodermia, de forma difusa, representou um divisor de águas, forçando-a a confrontar a fragilidade da vida e a necessidade de um novo caminho.

O método SEEI: uma ponte para o reencontro com o corpo

Diante do diagnóstico, a médica decidiu encarar o tratamento não como uma guerra, mas como uma ponte para um reencontro consigo mesma e com seu corpo. Ela percebeu que a medicina tradicional, embora essencial, não era suficiente. O que faltava era escutar o corpo, priorizar o sono, gerenciar a tensão, praticar exercícios e cuidar da digestão e da dieta.

Assim nasceu o método SEEI, sigla para Sono, Estresse, Exercício e Intestino. Essa abordagem de autocuidado se tornou a base para sua recuperação e remissão da doença. O método enfatiza a importância de dormir bem, gerenciar a tensão psicológica, manter-se fisicamente ativa e prestar atenção à saúde intestinal e alimentar.

O caminho para a remissão e o livro 'Na Própria Pele'

Oito anos após o diagnóstico, a médica está em remissão da esclerodermia, sem a necessidade de medicamentos imunossupressores. Ela atribui essa conquista não a milagres ou sorte, mas a um método consistente, à escuta atenta do corpo e à fé. A experiência a transformou, levando-a a decidir compartilhar sua jornada e seu método com outras pessoas.

O resultado desse processo é o livro Na Própria Pele, publicado pela Editora Labrador. Na obra, a autora narra sua história e oferece o método SEEI para pacientes que, assim como ela um dia, se sentiram estrangeiros em seus próprios corpos. A publicação busca inspirar e guiar aqueles que enfrentam doenças crônicas, mostrando que é possível caminhar, mesmo sem certezas, e encontrar na vida um novo significado.

O que diz a pesquisa

Um estudo publicado na Revista JRG de Estudos Acadêmicos em 2026, intitulado "A influência do sono, do estresse psicológico e do exercício físico na síndrome do intestino irritável: uma revisão integrativa", analisou a relação entre esses fatores e a Síndrome do Intestino Irritável (SII). A pesquisa, que revisou 22 estudos, constatou uma associação bidirecional entre má qualidade do sono, estresse psicológico e o agravamento dos sintomas da SII, além de alterações na microbiota intestinal. Abordagens focadas no sono, manejo do estresse e exercícios físicos leves a moderados foram associados à melhora da qualidade de vida e redução da severidade dos sintomas.

O estudo aponta que o estresse psicológico pode alterar a composição da microbiota e exacerbar os sintomas, enquanto práticas mente-corpo e exercícios como yoga e Pilates favoreceram a motilidade e o perfil imunoinflamatório. Exercícios intensos, por outro lado, demonstraram potencial para aumentar a permeabilidade intestinal. A conclusão geral é que há uma associação bidirecional entre esses fatores, sugerindo que intervenções focadas no sono, no estresse e na atividade física podem ser benéficas para o manejo de distúrbios gastrointestinais como a SII.

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