Mulher supera leucemia mieloide aguda após diagnóstico em meio à pandemia

Destaques
- •Tia Bee Stokes, de 46 anos, foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda em abril de 2020, após apresentar sintomas de gripe.
- •O tratamento incluiu nove meses de internação hospitalar, quimioterapia com graves complicações e um transplante de medula óssea.
- •Após seis anos, Tia Bee Stokes foi considerada fora de perigo e busca retomar a rotina e o convívio familiar.
Aos 46 anos, Tia Bee Stokes, de Utah, nos EUA, viu sua vida mudar drasticamente após ser diagnosticada com leucemia mieloide aguda em abril de 2020, logo após o nascimento de sua quinta filha, Rose. Os sintomas iniciais, como tosse e mal-estar, foram confundidos com uma gripe forte, mas evoluíram para perda de apetite, suores noturnos e dores de cabeça latejantes, impactando sua rotina como dançarina profissional e mãe ativa.
O diagnóstico ocorreu em um momento desafiador, em meio à pandemia de Covid-19. Os médicos inicialmente expressaram pouca esperança de sobrevivência para Tia, que precisou iniciar um longo e árduo tratamento. A confirmação da doença veio após um hemograma revelar alterações severas nos glóbulos brancos, com níveis críticos que surpreenderam a equipe médica.
O impacto do tratamento na vida familiar
A jornada de Tia foi marcada por nove meses de internação hospitalar e mais dois como paciente ambulatorial. A separação da filha recém-nascida, Rose, foi um dos aspectos mais dolorosos. Ao retornar para casa, a bebê não a reconheceu, exigindo um esforço para reconstruir o vínculo e a confiança.
Além disso, a doença e o tratamento sobrecarregaram a família. Enquanto Tia lutava pela vida, seus filhos precisaram aprender a se virar sozinhos, e o marido trabalhava intensamente para cobrir as despesas. A própria Tia enfrentou complicações graves decorrentes da quimioterapia, como perda da fala e mobilidade, insuficiência renal e pneumonia, além de um quadro de depressão profunda devido ao isolamento e afastamento familiar.
A luta pela remissão e a recuperação
Em dezembro de 2020, Tia passou por um transplante de medula óssea. Cem dias após o procedimento, recebeu a notícia de que o câncer estava em remissão. Durante o período de recuperação, permaneceu em casa sob monitoramento constante.
Após seis anos da confirmação do diagnóstico, Tia Bee Stokes foi considerada fora de perigo. Atualmente, ela se dedica a retomar sua rotina e a reconquistar o tempo perdido com seus filhos, reconhecendo que a reaproximação familiar levou anos para se consolidar.
O que diz a pesquisa
Um estudo publicado na Brazilian Journal of Health Review em 2026, intitulado "Leucemia mieloide aguda: diagnóstico e evolução clínica", aborda a leucemia como uma neoplasia derivada de células sanguíneas, especificamente glóbulos brancos, que se origina na medula óssea. A pesquisa destaca que a doença pode afetar tanto crianças quanto adultos, com casos diários de óbitos registrados no Brasil. A leucemia mieloide é descrita como complexa e multifatorial, com causas que incluem predisposição genética, fatores ambientais e exposição a compostos químicos. O diagnóstico precoce, através de exames como o hemograma e mielograma, é considerado primordial para aumentar as chances de cura, especialmente em crianças, onde a taxa pode chegar a 80% quando detectada no início, evitando complicações graves e óbitos.
Pesquisa citada
- Leucemia mieloide aguda: diagnóstico e evolução clínica
Brazilian Journal of Health Review · 2026
Matérias originais
- Mulher tem sintomas fortes de gripe e descobre câncer após dar à luz · metropoles.com



