Moët & Chandon retorna ao pódio da F1 em acordo bilionário com LVMH

Destaques
- •Moët & Chandon volta a ser a champanhe oficial da Fórmula 1 após 20 anos, em um acordo de R$ 1 bilhão com a LVMH.
- •O retorno coincide com o aumento do público jovem e feminino na F1, com a marca buscando ampliar ocasiões de consumo.
- •A parceria inclui Louis Vuitton e TAG Heuer, e a Moët & Chandon espera dobrar o consumo de champanhe durante o GP de São Paulo.
A Moët & Chandon, icônica marca de champanhe, retorna oficialmente ao pódio da Fórmula 1 em 2025, após um hiato de duas décadas. A novidade faz parte de um acordo de dez anos entre a F1 e o grupo de luxo LVMH, que também inclui as marcas Louis Vuitton e TAG Heuer, com um valor estimado em US$ 1 bilhão. A celebração do retorno aconteceu durante o Grande Prêmio de São Paulo, um dos maiores palcos de negócios do país.
O GP de São Paulo de 2025 atraiu mais de 400 empresas entre patrocinadores e clientes de hospitalidade, totalizando 303 mil pessoas ao longo de três dias. O impacto econômico na cidade foi de R$ 2,3 bilhões, segundo a FGV. A área mais cobiçada, o Paddock Club, funcionou como um centro de negócios e networking, com marcas como o grupo LVMH recebendo convidados em lounges exclusivos, onde o som dos motores se mistura à gastronomia de alto padrão.
A história da ligação entre champanhe e automobilismo
A tradição de brindar com champanhe no automobilismo começou em 1950, no GP da França, em Reims, quando Paul Chandon-Moët e seu primo ofereceram uma garrafa ao vencedor, Juan Manuel Fangio. O famoso banho de champanhe no pódio, no entanto, tornou-se um acidente em 1966, nas 24 Horas de Le Mans, e foi repetido propositalmente por Dan Gurney no ano seguinte. Jackie Stewart levou o gesto para a Fórmula 1 dois anos depois.
A Moët & Chandon foi fornecedora oficial da categoria de 1966 a 1999, período que abrangeu as eras de grandes pilotos brasileiros como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. "A Moët & Chandon esteve presente em momentos históricos do esporte, sendo o champagne escolhido para brindar as vitórias de Ayrton Senna", destacou Julian Quintero, managing director da marca no Brasil. Brindes especiais com garrafas assinadas por Senna foram realizados em São Paulo para marcar a ocasião.
Um novo público e o futuro da parceria
O retorno da Moët & Chandon ao pódio da F1 coincide com uma mudança significativa no perfil do público. Em 2025, 43% dos espectadores do GP de São Paulo tinham entre 18 e 29 anos, e a participação feminina aumentou de 21% em 2021 para mais de um terço. A marca busca capitalizar essa nova audiência, ampliando suas ocasiões de consumo para além das pistas, com presença em eventos de gastronomia, moda, música e cinema.
"Preservamos um ritual histórico, mas o inserimos em um universo que está em constante transformação", explicou Quintero. A expectativa da Moët & Chandon em São Paulo é dobrar o consumo de champanhe durante a semana do GP. No dia da corrida, o ritual se completa com a entrega de Jeroboams (garrafas de grande formato) para o banho no pódio, como presentes aos pilotos e para o acervo da marca, perpetuando o legado iniciado em Reims.


