Ministro Bruno Moretti critica ajuste fiscal de Bolsonaro e defende programas sociais

Destaques
- •Bruno Moretti alerta que ajuste fiscal proposto por Bolsonaro pode prejudicar os mais necessitados.
- •Campanha de Bolsonaro promete ressuscitar o Perse e lança o programa 'Vira Pix'.
- •Ajuste fiscal de R$ 200 bilhões é criticado por implicar cortes em programas sociais.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, lançou um alerta sobre a proposta de ajuste fiscal de R$ 200 bilhões defendida pela campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo Moretti, a medida corre o risco de ser implementada "nas costas da população que mais precisa do Estado brasileiro", impactando diretamente programas sociais essenciais.
Moretti defende que a responsabilidade fiscal deve caminhar lado a lado com prioridades sociais, citando como exemplos o programa Desenrola e o apoio a microempreendedores. Ele criticou a proposta de Bolsonaro por prever cortes em iniciativas como a Farmácia Popular e o PAC, além de possíveis impactos em aposentadorias.
Em contrapartida, a equipe econômica de Flávio Bolsonaro acena com a reintrodução do Perse, programa de incentivo fiscal para o setor de eventos que custou R$ 50 bilhões e foi marcado por irregularidades. Também apresentaram o programa "Vira Pix", que promete um sistema de cashback em pagamentos.
A coordenadora da campanha de Bolsonaro, Daniella Marques, também propôs uma regra de transição de dois anos para o Bolsa Família, visando estimular beneficiários a abrirem negócios ou ingressarem no mercado formal, além de um plano emergencial para reestruturar dívidas. O ministro Moretti, por sua vez, defendeu o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, afirmando que foi feito dentro da regularidade fiscal.



