Ministério da Saúde compra até 20 mil doses de vacina contra mpox

Destaques
- •Brasil autoriza compra de até 20 mil doses da vacina contra mpox para reforçar estoques do SUS.
- •A decisão ocorre em meio ao aumento de casos em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, embora o número geral de infecções em 2026 seja significativamente menor que em 2022.
- •A vacinação prioritária no Rio de Janeiro foca em pessoas vivendo com HIV/Aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³.
O Ministério da Saúde anunciou a autorização para a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox, em uma medida preventiva e estratégica diante do aumento de casos da doença em algumas regiões do Brasil. A decisão visa reforçar a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) em lidar com a infecção, que se manifesta através de erupções na pele, manchas, bolhas e crostas, frequentemente acompanhadas de ínguas.
Até outubro de 2026, o Brasil registrou um total de 665 casos de mpox, sem óbitos, segundo a médica infectologista Carolina Lázari. Apesar de o número geral de casos em 2026 ser 94% menor do que em 2022 (quando foram registrados 10.821 casos), o governo federal considera crucial manter doses disponíveis para conter altas pontuais em alguns estados e garantir respostas rápidas a possíveis mudanças no cenário epidemiológico.
Monitoramento e Ações no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro tem apresentado um aumento de casos, concentrando 207 dos 298 casos confirmados na capital entre janeiro e novembro. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) informou que monitora ativamente a situação e destinará as mais de duas mil doses da vacina recebidas do Ministério da Saúde ao município do Rio. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) já retomou a vacinação, priorizando grupos vulneráveis.
A SES-RJ assegura que o SUS está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os casos, e emitirá uma nota técnica com critérios e definições para orientar os municípios fluminenses. Adicionalmente, está sendo organizado o treinamento de equipes técnicas para qualificar a atuação dos profissionais de saúde na identificação e encaminhamento de casos suspeitos.
Vacinação e Grupos Prioritários
A vacinação contra a mpox no Rio de Janeiro, nesta primeira etapa, é destinada prioritariamente a pessoas vivendo com HIV/Aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³ e com 18 anos ou mais. A ampliação para outros grupos, incluindo demais pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA) e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), ocorrerá sequencialmente.
As vacinas estarão disponíveis em cinco unidades concentradoras na cidade do Rio de Janeiro, incluindo unidades com horários estendidos, o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz (CRIE/INI).
Situação em São Paulo e Histórico da Doença
Em São Paulo, desde 4 de outubro, foram confirmados mais 67 casos de mpox, elevando o total no estado para 300 pessoas diagnosticadas em 2026, sem óbitos. Deste total, 197 casos ocorreram na capital. A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo afirma que a mpox continua sob monitoramento, com realização de exames laboratoriais e rastreamento para encontrar possíveis cadeias de transmissão.
A infectologista Carolina Lázari mencionou surtos anteriores de mpox em 2022 e 2024. Em 2024, um surto na República Democrática do Congo, com uma nova variante (vírus 1B), levou a OMS a declarar Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (ESPII). A mpox é transmitida por contato íntimo e gotículas respiratórias, e medidas de prevenção incluem evitar contato com pessoas com lesões suspeitas e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, cansaço e erupções na pele.
Matérias originais
- Não há necessidade de vacinação da população contra mpox · agenciabrasil.ebc.com.br
- Mpox: São Paulo confirma mais 67 casos da doença desde o início de outubro · metropoles.com



