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Milicianismo: A prática que Flávio Bolsonaro pode impulsionar

13 de outubro de 2026
Milicianismo: A prática que Flávio Bolsonaro pode impulsionar

Destaques

  • •A reportagem aponta que Flávio Bolsonaro, ao prometer 'bukelismo', pode estar na verdade impulsionando o 'milicianismo', um modelo de negócio baseado em violência.
  • •O milicianismo, que se espalha pelo país, opera como uma commodity de segurança, gerando lucro e poder, e não tem interesse em acabar com a violência.
  • •A análise sugere que a eleição de Flávio Bolsonaro pode levar ao desmonte de políticas públicas, favorecendo a expansão dessa prática.

Em meio ao período eleitoral, a segurança pública se destaca como a principal preocupação dos brasileiros. Candidatos, como Flávio Bolsonaro, têm citado El Salvador e o presidente Bukele como modelos para combater o crime organizado. No entanto, a análise sugere que a promessa de 'bukelismo' pode mascarar uma realidade diferente.

O texto introduz o conceito de milicianismo, descrito não como um grupo armado, mas como um modelo de negócio que se espalha pelo Brasil, com raízes no Rio de Janeiro. Essa prática, que remonta a 18 anos atrás, quando Flávio Bolsonaro se opôs à CPI das Milícias, envolve pessoas e organizações que lucram com a venda de 'segurança' e o uso de força letal.

A expansão do milicianismo é notada em diversas regiões, como na Bahia, onde um tenente-coronel foi preso por receber R$ 286 mil para não agir contra uma milícia. O modelo de negócio se adapta a diferentes contextos, atuando na Amazônia para mineração ilegal, no Nordeste contra pequenos produtores e em grandes cidades como São Paulo, onde a violência em bairros nobres gera demanda por segurança privada.

A violência, portanto, é vista como matéria-prima para o lucro. A reportagem conclui que, para figuras como Fabrício Queiroz e Adriano da Nóbrega, a violência representa um negócio lucrativo, sem interesse em seu fim. A eleição de Flávio Bolsonaro, segundo o texto, poderia resultar no desmonte de políticas públicas, favorecendo a expansão do milicianismo e configurando um 'estelionato eleitoral'.

Fontes

https://theintercept.com/brasil/feed/?lang=pt

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