Meta fiscal de 2027 é inegociável, afirma ministro do Planejamento
Destaques
- •Ministro Bruno Moretti garante que meta de superávit primário de 0,5% do PIB para 2027 não será alterada.
- •Medidas como reajuste do Bolsa Família e Desenrola Brasil 3 representam menos de 2% do orçamento.
- •Acompanhar a evolução da arrecadação e o cumprimento das despesas para garantir o cumprimento da meta.
A meta fiscal para 2027 é inegociável, garantiu o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Em entrevista ao jornal O Globo, ele afirmou que o governo não pretende alterar as regras fiscais nem a trajetória de resultado prevista na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
Moretti assegurou que anúncios recentes, como o reajuste de 15% no Bolsa Família e o lançamento do Desenrola Brasil 3, não comprometem o planejamento. Segundo ele, essas medidas representam menos de 2% do total de receitas e despesas da Lei Orçamentária Anual (LOA) e não exigem reestruturação orçamentária.
O ministro explicou que, caso a arrecadação fique abaixo do esperado, o governo trabalhará com despesas abaixo do limite para cumprir a meta. Ele também destacou que o arcabouço fiscal será mantido sem mudança de regras.
A meta fiscal para 2027 é de um superávit primário de 0,5% do PIB, o que equivale a cerca de R$ 73,2 bilhões. O governo defende que qualquer nova despesa ou renúncia de receita seja compatível com esse resultado.

