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Meta adia novos termos de uso após críticas de produtores de conteúdo

26 de outubro de 2026
Meta adia novos termos de uso após críticas de produtores de conteúdo

Destaques

  • •Meta posterga para 20 de novembro a entrada em vigor de novos termos de uso para contas empresariais.
  • •A empresa permitirá o uso de conteúdos para treinar sistemas de inteligência artificial sem consentimento ou compensação.
  • •A big tech se compromete a explicar as mudanças e como editores podem sinalizar suas preferências.

A Meta, dona do Facebook e Instagram, adiou para 20 de novembro a entrada em vigor de novos termos de uso para contas empresariais. A decisão, anunciada na última sexta-feira (23), ocorreu após uma onda de críticas de produtores de conteúdo jornalístico e outras entidades.

As regras atualizadas, inicialmente previstas para 30 de outubro, permitiriam à empresa rastrear e coletar conteúdos publicados por perfis empresariais para utilização sem consentimento, incluindo o treinamento de sistemas de inteligência artificial. A News/Media Alliance, associação que representa mais de 2.000 jornais, revistas e editoras de mídia digital nos Estados Unidos, foi uma das principais vozes críticas.

Críticas e preocupações dos editores

A News/Media Alliance alegou que as alterações possibilitam o uso de materiais protegidos por direitos autorais sem qualquer pagamento e da forma que a Meta achar conveniente. Em carta enviada ao CEO da empresa, Mark Zuckerberg, a entidade pediu a retirada da cláusula de rastreamento das regras atualizadas.

Segundo a associação, os editores de notícias seriam forçados a fornecer seu jornalismo para apoiar o desenvolvimento de produtos que poderiam competir com eles por leitores e anunciantes, sob coação e sem compensação. A entidade também apontou que os editores não poderiam bloquear os rastreadores da Meta sem prejudicar a sua capacidade de promoção de conteúdos, limitando o acesso dos usuários.

O que a Meta alega e próximos passos

A Meta retirou a referência ao treinamento de IA na versão original dos termos e limitou a utilização a publicidade e produtos comerciais, mas as justificativas não convenceram totalmente as empresas. Um porta-voz da companhia afirmou à Fast Company que o novo prazo será aproveitado para “explicar aos nossos parceiros e partes interessadas o que está mudando e o que não está”.

A empresa também pretende esclarecer como os editores podem sinalizar suas preferências por meio do mecanismo robots.txt. Não se sabe, no entanto, se mais mudanças serão adicionadas aos termos. Nos termos atualizados, a companhia afirma que as contas que não concordarem podem “interromper todo tipo de acesso ou uso de nossos produtos para fins comerciais ou empresariais”.

Outras entidades, como a Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA), o European Publishers Council e a coalizão Movement for an Open Web, também se manifestaram contra a atualização.

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