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Megadoadores injetam US$ 2 bilhões em eleições de meio de mandato nos EUA

03 de novembro de 2026
Megadoadores injetam US$ 2 bilhões em eleições de meio de mandato nos EUA

Destaques

  • •Os 20 maiores doadores injetaram cerca de US$ 2 bilhões em disputas federais nos EUA neste ciclo eleitoral.
  • •Elon Musk lidera a lista com US$ 445,6 milhões, seguido por Richard e Elizabeth Uihlein com US$ 150 milhões.
  • •O financiamento visa influenciar eleições para o Congresso e outras disputas políticas.

Os 20 maiores doadores das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos injetaram aproximadamente US$ 2 bilhões em disputas federais neste ciclo eleitoral, segundo análise do The New York Times. O montante representa cerca de 15% de todo o dinheiro que será gasto em anúncios políticos, evidenciando o papel desproporcional desses megadoadores no processo eleitoral mais caro da história recente.

A lista atualizada, que considera contribuições até meados de outubro, revela uma forte inclinação republicana e voltada para o setor de tecnologia entre os maiores gastadores. O Partido Republicano espera que essa vantagem com bilionários da tecnologia e outros grandes contribuintes ajude a mitigar ventos políticos contrários, como a impopular guerra com o Irã e os altos preços ao consumidor.

Elon Musk lidera o ranking com expressiva doação

O homem mais rico do mundo, Elon Musk, lidera o ranking com US$ 445,6 milhões. A maior parte desse valor foi direcionada para a campanha de Ken Paxton ao Senado no Texas, além de apoiar grupos políticos em Kentucky e Alasca. Musk exemplifica a aproximação da indústria de tecnologia com a administração Trump.

Outros grandes doadores republicanos incluem o casal Richard e Elizabeth Uihlein, com US$ 150 milhões, focados em política em Wisconsin e Illinois, e a organização One Nation, com US$ 137,9 milhões, ligada ao Senate Leadership Fund.

Tecnologia e criptomoedas moldam agendas políticas

Empresas e indivíduos ligados à tecnologia e ao mercado de criptomoedas figuram proeminentemente na lista. Marc Andreessen e Ben Horowitz, fundadores da Andreessen Horowitz, investiram US$ 116,4 milhões, visando moldar regulamentações sobre inteligência artificial e criptomoedas. A empresa apoiou super PACs como Leading the Future (IA) e Fairshake (criptomoedas).

O setor de criptomoedas, abalado pela derrota de um projeto de lei favorável em setembro, também se fez presente com doações significativas. Ripple Labs e Chris Larsen contribuíram com US$ 73,1 milhões, enquanto a Coinbase investiu US$ 55,3 milhões. Os irmãos Cameron e Tyler Winklevoss também destinaram US$ 53,2 milhões, com parte direcionada ao MAGA Inc., super PAC de Donald Trump.

Democratas e organizações sem fins lucrativos também movimentam fundos

Do lado democrata, George e Alexander Soros aparecem com US$ 103,4 milhões, principalmente através do Democracy PAC, que transfere recursos para outros super PACs. Michael Bloomberg, com US$ 84,8 milhões, realizou doações de última hora, focadas em candidatos à Câmara.

Organizações sem fins lucrativos também desempenham um papel crucial, muitas vezes sem divulgar suas fontes de financiamento. Majority Forward (democrata) e House Majority Forward (democrata) financiaram super PACs para o Senado e a Câmara, respectivamente. Do lado republicano, One Nation e American Action Network seguiram a mesma estratégia.

A análise do The New York Times considerou contribuições reportadas à Comissão Eleitoral Federal (FEC) entre novembro de 2024 e outubro de 2026, excluindo empréstimos e contribuições para outros ciclos eleitorais.

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