María Corina Machado retorna à Venezuela após quase um ano no exílio

Destaques
- •Líder opositora venezuelana, María Corina Machado, anuncia retorno ao país após quase 10 meses fora.
- •Machado deixou a Venezuela em dezembro de 2025 para receber o Nobel da Paz e enfrentou diversas tentativas frustradas de retorno.
- •Presidente dos EUA, Donald Trump, afirma não saber sobre o retorno, mas deseja que ela esteja segura.
A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, anunciou neste domingo (25/10) que retornou ao país após quase dez meses no exílio. "Estou aqui. Com vocês", escreveu ela em sua conta na rede social X (antigo Twitter). Machado deixou a Venezuela em dezembro de 2025 para receber o Nobel da Paz na Noruega e, desde então, enfrentou pelo menos sete tentativas frustradas de reingressar ao país. Sua saída ocorreu após um período em que permaneceu foragida para evitar a prisão, denunciando fraude nas eleições presidenciais de 2024. A opositora reapareceu publicamente em um santuário na cidade de Barquisimeto, estado de Lara, cercada por apoiadores.
Operação diplomática e apoio internacional
Segundo o jornal espanhol ABC, a entrada de Machado no país teria ocorrido por meio de uma operação diplomática envolvendo diversos países e com o conhecimento de Washington. O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria ficado dividido sobre a questão, mas a pressão de parlamentares americanos, especialmente da Flórida, teria sido um fator decisivo dias antes das eleições norte-americanas. Questionado pela imprensa na Casa Branca, Trump afirmou não saber sobre o retorno, mas desejou que ela estivesse segura. "É uma mulher muito agradável. Ela me deu o seu Nobel da Paz, então como posso dizer outra coisa? E espero que esteja segura", declarou.
Reações e próximos passos
Edmundo González, que se declara presidente eleito da Venezuela e segue exilado na Espanha, celebrou a notícia. "Estou muito emocionado em anunciar que nossa líder, minha querida María Corina, já está em solo venezuelano", disse ele também no X. González afirmou que retornará ao país "muito em breve" para acompanhar Machado e avançar em direção à liberdade. Ainda não está claro qual será a atuação de Machado no cenário político venezuelano sob o governo interino de Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência após a captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas em janeiro. David Smolansky, assessor de Machado, indicou que o retorno é um "grande passo para uma transição democrática e eleições presidenciais livres, justas e verificáveis no futuro próximo".
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- Opositora María Corina Machado retorna à Venezuela após um ano · operamundi.uol.com.br



