Maria Antonieta: Execução da Rainha da França marca fim do Terror

Destaques
- •Maria Antonieta foi guilhotinada em Paris em 16 de outubro de 1793, aos 38 anos.
- •A execução encerrou um período de intensa crise financeira e insatisfação popular na França.
- •O julgamento incluiu acusações de incesto, mas a rainha se defendeu com veemência.
Em 16 de outubro de 1793, no auge da Revolução Francesa, a rainha Maria Antonieta foi executada na guilhotina, aos 38 anos, no centro de Paris. O ato marcou o fim de sua trajetória, após ser presa com a família real no ano anterior.
Nascida na Áustria, Maria Antonieta casou-se jovem com Luís Augusto, futuro Luís XVI, com o objetivo de selar uma aliança. Sua chegada à França foi marcada por rituais de despojamento e uma recepção fria na corte. Ao longo de seu reinado, enfrentou rejeição popular, difamações e o apelido de “Madame Déficit”, sendo responsabilizada pelos gastos excessivos do Estado em meio a uma crise financeira.
O escândalo do “Caso do Colar” em 1785 arruinou ainda mais sua imagem. Após a revolução, a família real foi detida, e Maria Antonieta viveu tragédias na prisão, incluindo a morte de sua amiga e a separação de seus filhos. Seu julgamento em outubro de 1793 incluiu acusações de incesto, mas sua defesa contundente gerou aplausos.
A execução da rainha, que teve seu corpo inicialmente enterrado em vala comum, simboliza um dos momentos mais dramáticos da Revolução Francesa. Historiadores debatem sua figura, entre retratos de futilidade e visões de uma mulher que usava a moda como ferramenta política e demonstrava coragem diante do sofrimento.


