Maiores empresas do agronegócio brasileiro faturam R$ 1,24 trilhão em 2025

Destaques
- •As 10 maiores empresas do agronegócio brasileiro registraram receita líquida de R$ 1,24 trilhão em 2025, um aumento de 11,08% em relação ao ano anterior.
- •O crescimento foi impulsionado principalmente pelos setores de comércio de grãos e carnes, com expansões de 23,51% e 16,37%, respectivamente.
- •A indústria de celulose foi o único segmento a não registrar crescimento acima da inflação, impactada pela desvalorização da matéria-prima no mercado internacional.
As 10 maiores empresas do agronegócio brasileiro alcançaram uma receita líquida de R$ 1,24 trilhão em 2025, representando um crescimento de 11,08% em comparação com o levantamento anterior. O ranking, parte do estudo Agro100 da revista Forbes Brasil, é liderado pela JBS, gigante do setor de carnes, com faturamento de R$ 480,58 bilhões. Em seguida, aparecem a MBRF com R$ 163,96 bilhões e a Cargill Alimentos com R$ 115,29 bilhões.
Considerando as 100 maiores companhias do setor, o faturamento conjunto atingiu R$ 2,1 trilhões em 2025, um avanço de 13,45% em relação ao ano anterior. Esse desempenho expressivo demonstra a força e a resiliência do agronegócio brasileiro no cenário econômico.
Comércio e proteína animal impulsionam crescimento
O avanço do faturamento do agronegócio foi majoritariamente impulsionado pelas empresas de comércio e tradings, que registraram uma expansão de 23,51%. Essas companhias atuam na compra, venda e exportação de produtos agrícolas, como soja e milho, conectando produtores nacionais a mercados internacionais.
O setor de proteína animal, que inclui frigoríficos e processadores de carnes como JBS, MBRF e Minerva, também apresentou um desempenho robusto, com alta de 16,37%. A agroenergia, focada na produção de etanol e biocombustíveis, contribuiu positivamente com um crescimento de 13,37%.
O grupo de alimentos e bebidas registrou um aumento de receita de 7,2%, também superando a inflação.
Celulose enfrenta desafios no mercado internacional
Em contrapartida, a indústria de celulose foi o único segmento entre os sete analisados que não conseguiu registrar um crescimento de receita acima da inflação em 2025. O setor foi impactado pela desvalorização da matéria-prima no mercado global.
No início do ano, o preço da tonelada de celulose chegou a cair abaixo de US$ 500, um patamar que pressiona a rentabilidade das empresas. A Suzano, uma das principais companhias do setor, figura na décima posição do ranking das maiores empresas do agronegócio brasileiro.



