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Líder do CV, 'Angeliquinha' é transferida para presídio de segurança máxima em MT

22 de outubro de 2026
Líder do CV, 'Angeliquinha' é transferida para presídio de segurança máxima em MT

Destaques

  • •Angélica Saraiva de Sá, a 'Angeliquinha', líder do Comando Vermelho em Mato Grosso, foi transferida para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
  • •Acusada de liderar o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídios, ela acumula condenações que somam mais de 260 anos de prisão.
  • •A transferência visa impedir que a detenta continue comandando o grupo criminoso e evite novas fugas, com a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

A líder do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi transferida nesta terça-feira (20) para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A detenta estava custodiada em Corumbá (MS) após ser presa na Bolívia em setembro, onde se escondia após fugir da mesma unidade prisional em Cuiabá em agosto de 2025.

Angeliquinha acumula condenações que somam mais de 260 anos de prisão por crimes como homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa. Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, ela exercia um papel estratégico na gestão financeira, no tráfico e na lavagem de dinheiro da facção, com influência em atividades criminosas na região de Alta Floresta, incluindo exploração em áreas de garimpo.

Fuga e recaptura na Bolívia

Em 17 de agosto de 2025, Angeliquinha protagonizou uma fuga da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May. Após escapar, ela se dirigiu à Bolívia, estabelecendo-se na cidade de Santa Cruz de la Sierra. Sua localização ocorreu em 22 de setembro, em uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e a Polícia Boliviana.

Dois dias depois, em 24 de setembro, Angeliquinha foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhada temporariamente para a unidade prisional feminina de Corumbá (MS). Após os trâmites judiciais de recambiamento, ela foi transferida de volta para Cuiabá em outubro.

Liderança e Operações Policiais

Investigações apontam que Angeliquinha manteve sua posição de liderança no Comando Vermelho mesmo enquanto estava foragida no exterior, especialmente nas regiões de Alta Floresta e em áreas de garimpo irregular. Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown, que visou desarticular o núcleo familiar da faccionada, incluindo seu pai, filha e genro.

A apuração identificou a movimentação de mais de R$ 20 milhões em cerca de um ano e sete meses, utilizando empresas e estabelecimentos comerciais para ocultar a origem ilícita dos recursos. As investigações sobre os detalhes do processo tramitam sob sigilo judicial.

Regime Disciplinar Diferenciado

Agora custodiada na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, Angeliquinha cumprirá pena em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), por determinação do juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop. A aplicação do RDD tem como objetivo impedir a atuação da detenta no comando do grupo criminoso e prevenir novas tentativas de fuga.

Sob o regime mais severo, a presa ficará em cela individual, com visitas restritas e apenas duas horas diárias de banho de sol.

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