Leon Czolgosz, assassino do presidente dos EUA, é executado na cadeira elétrica

Destaques
- •Leon Czolgosz, que assassinou o presidente William McKinley, foi executado na cadeira elétrica em 29 de outubro de 1901.
- •O ataque ocorreu em 6 de setembro de 1901, durante a Exposição Pan-Americana em Buffalo, Nova York, e McKinley morreu dias depois devido a complicações.
- •O assassinato levou à formalização da atuação do Serviço Secreto e à posse de Theodore Roosevelt como presidente.
Em 29 de outubro de 1901, Leon Czolgosz, o homem que assassinou o 25º presidente dos Estados Unidos, William McKinley, foi levado à câmara de execução na Prisão de Auburn, em Nova York. Por volta das sete horas da manhã, ele sentou-se na cadeira elétrica, teve os eletrodos conectados e declarou: “Eu matei o presidente porque ele era o inimigo do bom povo trabalhador. Não me arrependo do meu crime.” Czolgosz recebeu choques elétricos com tensões entre 1.800 e 300 volts por cerca de um minuto, e seu óbito foi decretado quatro minutos depois pelos médicos presentes.
O ataque a William McKinley
O assassinato ocorreu 53 dias antes, em 6 de setembro de 1901, durante a Exposição Pan-Americana em Buffalo, Nova York. O presidente William McKinley, então no auge de sua popularidade e recém-reeleito, priorizava o contato com o público, apesar das preocupações de seu secretário, George B. Cortelyou, com a segurança.
McKinley estava em uma fila para cumprimentar apoiadores quando Leon Czolgosz se aproximou. O prisioneiro, com a mão direita coberta por um pano, estendeu-a em direção ao presidente. Ao estender a mão de volta, McKinley foi atingido por duas balas de revólver calibre .32 disparadas à queima-roupa no abdome. Czolgosz foi contido antes de disparar um terceiro tiro.
A morte do presidente e suas consequências
William McKinley não morreu imediatamente. Ele passou por cirurgia e parecia estar se recuperando bem. No entanto, seis dias após o ataque, sua condição piorou devido a uma infecção bacteriana que evoluiu para gangrena. Em 14 de setembro de 1901, o presidente faleceu. Este foi o terceiro assassinato de um líder americano em menos de 50 anos, após Abraham Lincoln (1865) e James Garfield (1881).
O assassinato de McKinley teve duas consequências importantes: o vice-presidente Theodore Roosevelt assumiu a presidência, iniciando seu primeiro mandato, e o Congresso americano formalizou a atuação do Serviço Secreto, que passou a ser responsável pela proteção presidencial 24 horas por dia.
Quem foi Leon Czolgosz e sua motivação
Leon F. Czolgosz, 28 anos, era filho de imigrantes poloneses e trabalhador braçal, com histórico de dificuldades financeiras. Após se desiludir com a religião católica, ele se voltou para a ideologia anarquista, influenciado por um discurso da ativista Emma Goldman em maio de 1901.
Durante seu depoimento à polícia, Czolgosz afirmou que a decisão de matar o presidente foi motivada pelo anarquismo. Ele declarou: “Haviam milhares de pessoas na cidade na terça-feira [3 de setembro de 1901]. Ouvi que era Dia dos Presidentes. Todas aquelas pessoas pareciam estar se curvando diante de seu grande líder. Eu coloquei na cabeça que iria matar aquele líder.”
Após um julgamento sumário que durou cerca de oito horas e meia, Czolgosz foi condenado por assassinato em primeiro grau.
O filme da execução
Um desdobramento incomum da morte de Czolgosz foi a produção de um curta-metragem pela Edison Studios, produtora do inventor Thomas Edison. O filme, com menos de três minutos e meio, combinava gravações externas da prisão no dia da execução com uma encenação da pena capital, utilizando um ator e uma cadeira elétrica falsa.
A intenção original era filmar a execução real, mas o diretor Edwin S. Porter não obteve autorização para tal.


