Tecnologia & NegóciosRelevância BR: 9/10

LAREAL lança metodologia para padronizar classificação de fundos imobiliários

29 de outubro de 2026
LAREAL lança metodologia para padronizar classificação de fundos imobiliários

Destaques

  • •Nova régua visa atrair capital estrangeiro e institucional para o mercado de FIIs no Brasil.
  • •Metodologia propõe a 'regra dos 75%' para definir a classe principal do fundo com base em sua receita.
  • •Estima-se que 36% dos fundos imobiliários mais líquidos da B3 terão sua classificação alterada.

A Latin America REITs Association (LAREAL), associação que reúne gestoras de fundos imobiliários (FIIs) como Alianza, Patria, Suno e Vinci, lançou uma nova metodologia para padronizar a classificação desses ativos no Brasil. O objetivo é aumentar a robustez e a atratividade do setor para investidores institucionais e estrangeiros, que hoje enfrentam dificuldades devido à falta de um critério único e claro.

A iniciativa surge em um momento de crescimento do mercado de FIIs, que já conta com mais de 3,3 milhões de investidores, sendo 73% pessoas físicas. No entanto, a falta de padronização na rotulagem dos fundos, que podem ser vistos como 'híbridos' em uma corretora e 'multiestratégia' em relatórios da própria gestora, tem sido um entrave para a atração de grandes players globais.

A 'Regra dos 75%' para definir a classe do fundo

A régua proposta pela LAREAL baseia-se na análise das últimas demonstrações financeiras auditadas dos fundos. A metodologia prioriza o resultado do exercício aberto por origem econômica. Caso essa abertura não exista, a composição dos ativos é utilizada como critério secundário.

O ponto central da nova classificação é a chamada “regra dos 75%”. A atividade que gerar pelo menos 75% do resultado imobiliário do ano define a classe principal do fundo. As classes propostas são: Tijolo (receita de aluguel), Papel (receita de juros de crédito imobiliário), Fundo de Fundos (receita de cotas de outros FIIs) e Desenvolvimento (receita da venda de imóveis em estoque).

Se nenhuma dessas quatro atividades atingir 75% do resultado, o fundo é classificado como multiestratégia. Além disso, a metodologia prevê subclasses baseadas nos tipos de ativos, como fundos de tijolo de logística ou lajes corporativas, e fundos de papel atrelados ao CDI ou à inflação.

Impacto da nova classificação e próximos passos

A LAREAL estima que, com a aplicação dessas regras, 110 dos 303 fundos imobiliários mais líquidos da bolsa de valores brasileira (ou 36%) teriam sua classificação alterada. Por exemplo, fundos como VGHF11 e VGPR11, antes rotulados como híbridos, passarão a ser classificados como multiestratégia. Outros, como GARE11, GGRC11, VINO11 e VISC11, deixarão de ser multiestratégia para serem considerados fundos de tijolo.

A metodologia busca aproximar as classificações brasileiras às vistas em mercados internacionais, onde fundos de tijolo são comparáveis aos Equity REITs. A revisão dos rótulos será anual, com possibilidade de revisões extraordinárias em caso de eventos relevantes ou volatilidade significativa.

A nova metodologia já está sendo adotada pelas gestoras associadas à LAREAL, que visa, com essa padronização, facilitar a análise e a tomada de decisão por parte de investidores globais e fundos de pensão, reduzindo custos e aumentando a transparência do mercado de FIIs no Brasil.

Receba as Melhores Notícias

Assine nossa newsletter e receba diariamente as notícias mais relevantes, sem viés político.

Edição matinal diária às 07:00 • 7 minutos de leitura • Gratuita.

Notícias Relacionadas

LAREAL lança metodologia para padronizar classificação de fundos imobiliários | AINewz | AINewz — Inteligência de Notícias