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Kassab (PSD) sugere que Lula adote agenda de centro e corte gastos

02 de novembro de 2026
Kassab (PSD) sugere que Lula adote agenda de centro e corte gastos

Destaques

  • •Presidente do PSD, Gilberto Kassab, defende que Lula adote uma agenda econômica de centro em seu 4º mandato.
  • •Kassab ressalta a necessidade de conciliar compromissos sociais com controle de gastos públicos, mencionando cortes em despesas e subsídios.
  • •A declaração abre a possibilidade de aproximação entre o PSD e o governo Lula, com filiados do partido podendo integrar a nova gestão.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, indicou que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve buscar uma agenda econômica voltada ao centro em seu quarto mandato para estreitar laços com o partido. Em entrevista ao programa "Canal Livre", da Band, no domingo (1º de novembro de 2026), Kassab afirmou que a participação de filiados do PSD na nova gestão é uma possibilidade caso Lula adote essa orientação.

Segundo Kassab, a aproximação do presidente com o centro político seria facilitada se ele "quiser um governo também voltado ao centro". Ele enfatizou a necessidade de Lula conciliar os compromissos sociais prometidos durante a campanha eleitoral com medidas rigorosas de controle das contas públicas. "É preciso ter coragem para cortar gastos, subsídios e privilégios", declarou o dirigente do PSD.

Proximidade com o governo e possíveis nomes

A declaração de Kassab reforça conversas anteriores. No sábado (31 de outubro), em entrevista ao jornal O Globo, o presidente do PSD já havia mencionado que o governo Lula procurou o partido e que uma relação "mais profunda" poderia ser estabelecida se o petista adotasse medidas de equilíbrio fiscal. Kassab chegou a mencionar nomes como Antonio Palocci e Henrique Meirelles como possíveis integrantes da equipe econômica do futuro governo.

O futuro da direita e o papel de Bolsonaro

Ao comentar o cenário político após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial e a saída do senador do Brasil, Kassab reconheceu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua sendo a principal referência da direita. "A direita tem um líder, Jair Bolsonaro", afirmou, indicando que o ex-mandatário segue como figura central para o segmento.

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