Juros futuros sobem com cenário eleitoral indefinido e alta do petróleo

Destaques
- •Juros futuros de médio e longo prazo avançam com incerteza eleitoral a três dias do segundo turno.
- •Dólar acompanha alta, enquanto juros curtos refletem preocupações com inflação devido ao avanço do petróleo.
- •MPF pede medidas urgentes à Meta sobre moderação de conteúdo eleitoral e investiga práticas de plataformas.
Os juros futuros médios e longos registraram alta na manhã desta quinta-feira (22), impulsionados pela indefinição do cenário eleitoral a apenas três dias do segundo turno das eleições presidenciais. O movimento acompanha a valorização do dólar. Os juros de curto prazo também apresentaram elevação, reflexo das preocupações com a inflação decorrentes do avanço dos preços do petróleo.
Pesquisa Indexa/Broadcast indicou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) detém 45,2% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, contra 44,1% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais, os candidatos estão em empate técnico. Na comparação com a rodada anterior, ambos apresentaram ligeira alta nas intenções de voto.
Cenário eleitoral e mercado financeiro
A incerteza sobre o resultado das eleições presidenciais tem gerado volatilidade nos mercados financeiros. A taxa de depósito interfinanceiro para janeiro de 2027 subiu para 13,500%, ante 13,479% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 avançou para 12,690%, e o para janeiro de 2031 atingiu 12,735%.
O avanço do petróleo adiciona uma camada de preocupação com a inflação, impactando os juros de curto prazo. O barril de petróleo tem apresentado alta, o que historicamente se correlaciona com o aumento dos preços ao consumidor.
Moderação de conteúdo e eleições
Em paralelo ao cenário econômico, o Ministério Público Federal (MPF) agiu para garantir a liberdade de expressão durante o período eleitoral. A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) recomendou à Meta, empresa dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, a adoção de medidas urgentes para transparência e moderação de conteúdo. O MPF investiga práticas de moderação que teriam atingido perfis de jornalistas, veículos de imprensa, entidades estudantis e movimentos sociais.
A ação do MPF visa barrar bloqueios e restrições considerados arbitrários nas plataformas da Meta, solicitando que as decisões de bloqueio não sejam baseadas exclusivamente em algoritmos e que haja revisão humana para contestações. A empresa tem 48 horas para responder se acatará as recomendações.


