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Jovem é espancado em ato político em Santos e fica em coma

25 de outubro de 2026
Jovem é espancado em ato político em Santos e fica em coma

Destaques

  • •Engenheiro ambiental de 28 anos foi encontrado desacordado após se afastar de um ato político em Santos.
  • •A família e relatos de testemunhas apontam motivações políticas e homofóbicas para a agressão, mas a Polícia Civil investiga.
  • •O jovem está em coma induzido na UTI da Santa Casa de Santos, recebendo suporte especializado.

O engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 28 anos, está em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Santos, no litoral de São Paulo, após ser espancado na noite de sexta-feira (23). Ele acompanhava um ato político com apresentação de samba na região de Paquetá quando se afastou do grupo para ir ao banheiro e foi assaltado e agredido. Ao demorar para retornar, amigos o encontraram desacordado no local.

Segundo o pai de Marcelo, o crime teria sido motivado pelo posicionamento político do jovem, que estava em uma manifestação a favor do candidato Luís Inácio Lula da Silva, e por ele ser homossexual. A Prefeitura de Santos confirmou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e o encaminhou à Santa Casa. A família relata que ele está em coma induzido.

Investigação policial e motivações apontadas

A Polícia Civil informou que o boletim de ocorrência foi registrado no Centro de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos e que o caso está sendo investigado para apurar a motivação e identificar os envolvidos. Relatos de testemunhas, divulgados pela banda Esquerdantina, que se apresentava no evento, também indicaram a homofobia como possível motivação para a agressão, embora essa versão não tenha sido confirmada oficialmente pelas autoridades.

O jovem, que também é estudante da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, nos arredores do Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista). A Unifesp divulgou uma nota de repúdio ao ocorrido, afirmando que Marcelo segue hospitalizado e recebendo suporte especializado do Hospital São Paulo (HU-HSP).

Socorro e desmentido de boatos

O SAMU prestou os primeiros socorros e encaminhou Marcelo para a Santa Casa de Santos. A Guarda Civil Municipal não foi acionada para a ocorrência. Veículos de mídia chegaram a noticiar erroneamente que Marcelo havia morrido, informação que foi corrigida pelo vereador de Santos Dr. Caseiro (PT-SP) em suas redes sociais.

A Polícia Militar de São Paulo e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foram procuradas para comentar o caso, mas não responderam até a publicação das reportagens. O texto seria atualizado caso manifestações fossem enviadas.

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