Irã propõe plano de 7 etapas para diplomacia com EUA e segurança no Estreito de Ormuz

Destaques
- •Irã apresenta proposta de sete etapas para negociações com os EUA e restabelecimento da segurança no Estreito de Ormuz.
- •Teerã condiciona o avanço das negociações e a abertura do estreito ao fim do bloqueio naval americano e ao atendimento de suas demandas.
- •O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã indicou que a implementação da proposta pode ocorrer nos próximos dias, dependendo da resposta dos EUA.
O Irã apresentou uma proposta de sete etapas como base para a diplomacia com os Estados Unidos, visando o restabelecimento da segurança no Estreito de Ormuz. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, a proposta foi apresentada durante a visita de uma delegação iraniana a Nova York e pode ser implementada "nos próximos dias", caso as exigências de Teerã sejam atendidas.
Baghaei afirmou que a abordagem do Irã se baseia na boa-fé e que, se as demandas forem satisfeitas, a segurança no Estreito de Ormuz poderá ser restabelecida e o processo de negociação iniciado em breve. Ele destacou que os iranianos ouviram as opiniões americanas por meio de mediadores e que diversas considerações foram trocadas.
Condições para o diálogo
O porta-voz ressaltou que a decisão sobre os próximos passos do diálogo está nas mãos dos Estados Unidos. Ele alertou que nenhum acordo final pode ser iniciado, e o Estreito de Ormuz não pode ser aberto ou protegido, a menos que o bloqueio naval dos EUA seja encerrado e as demandas legítimas do Irã sejam atendidas.
"Nossa proposta referente a este processo diplomático permanece válida", acrescentou Baghaei, indicando que somente após o cumprimento dessas condições o Irã estaria disposto a discutir a continuação do processo.
Contexto internacional
A declaração ocorre em um momento de tensões geopolíticas na região. O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia comentado que a alta da gasolina era um "pequeno preço a pagar" em troca de segurança global. Por outro lado, o presidente da China, Xi Jinping, defendeu que o Oriente Médio não seja "palco de rivalidades".
A proposta iraniana busca, portanto, criar um caminho para a desescalada e a cooperação regional, condicionada a ações concretas por parte dos Estados Unidos.


