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Irã alerta para impacto global de agressão israelense no Golfo Pérsico

29 de outubro de 2026
Irã alerta para impacto global de agressão israelense no Golfo Pérsico

Destaques

  • •Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou sobre consequências devastadoras para os mercados internacionais em caso de agressão militar israelense no Golfo Pérsico.
  • •Ameaça de guerra israelense afeta a segurança energética global, dependente da estabilidade de rotas estratégicas de hidrocarbonetos.
  • •Irã aposta no diálogo e em plano de desescalada, mas mantém preparo militar para defesa.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou na quarta-feira (28/10) que qualquer agressão militar instigada por Israel na região do Golfo Pérsico pode ter consequências devastadoras para os mercados internacionais, com impacto direto na oferta e demanda de hidrocarbonetos.

A declaração foi feita por meio da plataforma X, após a 8ª Cúpula do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF) em Moscou. Araghchi destacou que a ameaça de guerra israelense é uma preocupação central não apenas para os países produtores de gás, mas também para as nações consumidoras, cuja segurança energética depende da estabilidade de rotas estratégicas.

“O impacto devastador nos mercados internacionais de qualquer aventura militar instigada por Israel na região do Golfo Pérsico continua sendo uma grande preocupação tanto para fornecedores quanto para consumidores de gás”, escreveu o chanceler iraniano.

Diplomacia energética e preparo militar

Araghchi especificou que, embora as Forças Armadas iranianas estejam totalmente preparadas para defender o país de eventuais agressões, Teerã continua apostando no canal diplomático. O Irã propõe o chamado “Plano de 7 Dias”, voltado à desescalada e à abertura de um canal negociado para evitar um confronto regional.

A cúpula do GECF ocorreu em um cenário de crescente relevância da articulação energética do Sul Global, em contraste com o que o Irã descreve como chantagem e militarização dos mercados promovida pelo Ocidente.

Cooperação regional e acusações ao Ocidente

Durante a reunião, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian encontrou-se com o presidente russo, Vladimir Putin. Ambos concordaram que os países da região têm a capacidade e o direito soberano de resolver seus desafios de forma independente, sem interferência dos Estados Unidos ou de potências extrarregionais.

O Irã tem acusado o regime sionista de buscar fomentar o conflito com apoio político, financeiro e militar dos Estados Unidos. Segundo Teerã, o objetivo seria justificar intervenção direta, sabotar soluções diplomáticas e sustentar o negócio da guerra, beneficiando corporações de armas e petróleo.

Diante desse cenário, Teerã reivindicou seu direito à legítima defesa, ao mesmo tempo em que reafirmou sua posição em favor do diálogo. A proposta iraniana baseia-se no respeito mútuo, na retirada de sanções ilegais e no reconhecimento de seu programa de energia para fins pacíficos.

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