Indústria do Aço no Brasil: ArcelorMittal planeja novo investimento de R$ 4-5 bilhões no Ceará

Destaques
- •Desaceleração das importações de aço traz alívio e impulsiona novos projetos de investimento no setor.
- •ArcelorMittal estuda instalar laminadora de aço a quente no Ceará, com investimento estimado entre R$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões.
- •Decisão sobre o projeto no Ceará deve ser anunciada até o final do ano, dependendo de estudos de viabilidade e condições econômicas.
A indústria siderúrgica brasileira respira mais aliviada após o tsunami de importações de aço, especialmente da China, que assolou o mercado a partir de meados de 2023. Com a entrada de aço estrangeiro desacelerada para uma média de 18,5% do consumo aparente — ainda alta, mas abaixo dos 25% em certos momentos —, empresas como a ArcelorMittal tiram projetos da gaveta.
O grupo, segundo maior do mundo no setor, confirmou um investimento de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões no Espírito Santo e agora estuda um novo projeto de valor equivalente no Ceará. A expectativa é anunciar até o fim do ano a decisão sobre a instalação de uma laminadora de aço a quente na planta de São Gonçalo do Amarante, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).
A queda nas importações é resultado de ações antidumping e cotas implementadas pelo governo, com apoio do setor. O presidente da ArcelorMittal Brasil, Jorge Oliveira, destaca que o apetite por investimentos está atrelado à defesa comercial, redução do custo Brasil e crescimento econômico.
O plano para o Ceará prevê a produção de 1,5 a 2,2 milhões de toneladas de aço laminado a quente por ano, agregando valor a placas produzidas na unidade local. O investimento total da ArcelorMittal no Brasil até 2030 pode chegar a R$ 12 bilhões, com foco em diversificação e tecnologia.

